O Forte Basquete Brasileiro.

O basquete do Brasil continua forte. O que demonstraram as seleções principais feminina e masculina evidenciam que nossos times podem brigar pelas primeiras posições em qualquer torneio, inclusive o Olímpico. Claro que estar fora de Tokyo é triste, mas que não tira o brilho das jogadoras e jogadores, dos excelentes técnicos José Neto e Petrovic e suas equipes multisciplinares.

Ainda assim, está evidente que ajustes são necessários. E isso passa, necessariamente, pelo investimento maciço nas categorias de base e trabalho intenso pela massificação da modalidade. E isso não acontecerá se não houver um esforço conjunto, planificado, dos entes públicos e privados que cuidam do esporte no Brasil.

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) empenhou ajuda fundamental em um momento muito delicado financeiramente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Por isso, o COB merece todo reconhecimento. A CBB, por sua vez, vem tentando corrigir rumos na administração do esporte e, por isso, também deve ter seu esforço reconhecido.

Porém, insisto, sempre, na importância dos Clubes e da Liga Nacional de Basquete (NBB) na manutenção dos excelentes jogadores e de um campeonato brasileiro bem feito, com mídia e muito competitivo. Não tivessem os Clubes fundado a Liga, anos atrás, em outro momento muito difícil da CBB, não sei o que teria sido da modalidade. O basquete deve muito ao NBB. Reconheço, também, a relevância do Comitê Brasileiro de Clubes na realização, com o endosso da CBB, dos campeonatos da base. Aí está o futuro do nosso basquete.

É preciso que os entes governamentais (Federal, Estadual e Municipal) se unam ao COB, à CBB, ao CBC e ao NBB para que estimulem a prática do basquete nas escolas. Nesse cenário também deve estar envolvida a Confederação Brasileira de Esporte Escolar. Que incentivem a criação de muitas equipes das categorias pré-mini, mini, pré-mirim e mirim. Que se propaguem campeonatos colegiais de basquete por todo o território nacional. Que os talentos identificados sejam encaminhados aos Clubes (que são a célula mater do esporte brasileiro). Que se construam muitas quadras de basquete nos parques e nos bairros das cidades do país. E que essas quadras fiquem abertas também em horários alternativos, à noite, com boa iluminação e segurança, com a presença de professores de educação física bem remunerados para orientar a prática do jogo. Se há de criar condições para atrair as famílias, especialmente as crianças, para o basquete. É da quantidade que vamos tirar a qualidade. Sem isso, o caminho fica mais difícil. E para que essa massificação aconteça é necessária vontade política de fazer, sobretudo por parte dos órgaos governamentais.

Precisa-se de união e não de conflitos. Requer-se equilíbrio e serenidade e não de rompantes.

Todo meu respeito aos técnicos, jogadores e jogadoras dessas excelentes equipes de basquete masculina e feminina. Não ir aos Jogos Olímpicos não diminui a grandeza desses atletas.

Categorias olimpismo

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