Gabriel Medina Parece um Campeão Mimado.

Indiscutível o mérito atlético de Gabriel Medina. Porém, a insistência do atleta em criticar o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) porque sua mulher, Yasmin Brunet, não receberá credencial para acompanhá-lo aos Jogos Olímpicos de Tokyo mostra que ele não está preparado para disputar o certame.

Medina insiste que “tenho direito a levar o meu estafe e a Yasmin não vai como minha mulher. Ela faz parte do meu estafe” é um argumento patético. Demonstra que ele não tem ideia do que seja uma Olimpíada, tampouco como é formada uma delegação. Nenhum atleta tem direito a “levar estafe”. Quando o atleta, ou a equipe conquista o direito de disputar uma Olimpíada, cada Comitê Olímpico Nacional organiza sua delegação de acordo com o número de credenciais que lhe são destinadas pelo COI e pelo Comitê Organizador. Considerando esse número de credenciais, que deve ser respeitado, o Comitê Olímpico organiza-se para levar a sua equipe multidisciplar, que contempla os chefes de equipe, médicos, fisioterapeutas, massagistas e pessoal de apoio, que trabalharão para que tudo corra da melhor maneira possível. Imagine se cada atleta se achasse no direito de “levar seu próprio estafe”!

No caso do Comitê Olímpico do Brasil, respeitado o número de credenciais a que tem direito, a entidade está organizando o Time Brasil de forma que todos os atletas e equipes estejam acompanhados dos técnicos designados pelas Confederações, equipe médica de alto gabarito, além de todos os demais profissionais que trabalharão para que os atletas tenham sua melhor performance.

Dar uma credencial à Yasmin Brunet seria um privilégio inaceitável ao Gabriel Medina, assim como estaria sendo tirada uma vaga para alguém que irá a Tokyo para efetivamente trabalhar pelo Time Brasil. A presença de Yasmin Brunet na delegação seria absolutamente inútil para o Time Brasil.

Uma delegação Olímpica não é cada um por si. Os atletas fazem parte de um todo, coeso, que representam o seu país. Existe uma chefia única. Cada modalidade tem o seu chefe de equipe, que responde ao chefe de missão. Gabriel Medina tem que compreender que integrar uma delegação Olímpica é uma honra que muitos tentam e poucos conseguem. E que ao integrá-la, ele passa a fazer parte de um todo e tem que respeitar as regras da delegação, incluindo, mas não se limitando ao número de pessoas que formam essa delegação.

Jogos Olímpicos são diferentes de tudo que o Gabriel Medina já viu na vida. Se ele não compreender o que significa uma Olimpíada, ele poderá ser supreendido nas ondas do Japão, ainda que seja o melhor do mundo, atualmente. Eu já ví isso acontecer inúmeras vezes.

Categorias olimpismo

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