A Super Liga Europeia de Futebol.

Lí há pouco que alguns clubes ricos do futebol europeu criarão uma Super Liga, nos moldes da NBA norte americana. Recém lançada a ideia, já lí muitas manifestações, a favor e contra, no Brasil e no exterior, sobre a criação da Super Liga.

Claro que a FIFA e a UEFA, entidades muito conservadoras, colocaram-se terminantemente contra essa Super Liga. Ameaçam que os jogadores e agremiações que aderirem à Super Liga serão banidos do futebol. O que a FIFA e a UEFA parecem não ter compreendido é que a última preocupação dos integrantes da Super Liga são as possíveis retaliações que lhes podem ser impostas.

Em qualquer democracia, o direito de empreender e de livre associação são princípios Constitucionais consagrados. Os clubes que se propõem a criar a Super Liga são empresas, vários deles com ações listadas em bolsa de valores. Portanto, como qualquer empresa, eles objetivam o lucro. E para isso geram milhares de empregos diretos e indiretos, pagam impostos e proprocionam entrenemimento de alta qualidade para um público consumidor gigantesco. Os consumidores, na verdade, são os clientes da Super Liga. E se eles estiverem satisfeitos com o que lhes é oferecido, farão o negócio ser próspero e rentável. Portanto, se esses clubes entenderem que o modelo mais lucrativo para eles é a criação da Super Liga, será esse o caminho que seguirão. Não adianta a FIFA e a UEFA reclamarem. Ambas que se lixem.

A comparação com a NBA é ótima. A NBA é uma entidade muito bem organizada, em que só participam as franquias que ela permite, não há rebaixamento de times, há mecanimos eficazes de fair play financeiro e regras que fazem com que todas as equipes tenham condições de serem competitivas. É altamente lucrativa, gera e distribui riquezas, promove empregos, movimenta a imprensa, seu público consumidor adora (seus clientes), proporciona entretenimento fantástico e, desde 1.992, quando o COI passou a admitir o profissionalismo, dá aos Estados Unidos seleções de basquete praticamente imbatíveis. Apenas por hipótese, se houvesse uma reviravolta no mundo Olímpico e o COI não mais aceitasse jogadores da NBA em Jogos Olímpicos, a NBA seguiria sendo a NBA e quem perderia, seguramente, seriam os Jogos Olímpicos. Perderia em público, patrocínio e muito mais. Assim, essa ameaça da FIFA e da UEFA parece mais uma bravata.

Os clubes/empresas da Europa e de qualquer lugar do mundo têm direito inquestionável de se organizarem e fazerem seus próprios torneios, da maneira como melhor lhes parecer.

Aliás, o Brasil, com a qualidade de jogadores que tem, se os clubes se organizassem, poderia ser a NBA do futebol. Mas isso é assunto para outro artigo.

Em Tempo: Lembra-me um amigo do esporte que o basquete da Europa tem a Euroleague com 16 clubes bem escolhidos. A FIBA ficou brava com a criação dessa liga, mas os clubes nem ligaram. Fiba criou a Basketball Champions League da Europa, mas esses clubes não participam.

Categorias olimpismo

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