RENOVA VÔLEI.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), tem o mesmo grupo político no poder há quase meio século. Essa era começou com Carlos Nuzman (de triste fim), que sucedeu o Presidente Roberto Moreira Calçada, em 1.975. A partir daí, essa mesma facção política segue no comando da modalidade. É muito tempo.

Ainda que reconheçamos os avanços que o vôlei teve nesse período, também impossível ignorar que, já faz anos, o modelo de administração desse grupo entrou em franca decadência. Hoje, observamos com clareza que os malefícios que essas pessoas trouxeram ao vôlei do Brasil superam, em muito, os benefícios. Por isso, é hora de renovar.

Lí com muita atenção as propostas da CHAPA RENOVA VÔLEI, que tem como candidatos a presidente Marco Tullio Teixeira e vice Sérgio Escadinha (na minha opinião, o melhor líbero do mundo, em todos os tempos). Trata-se de uma plataforma positiva, que esquadrinha não apenas inúmeros deslizes administrativos da atual gestão, assim como aponta soluções inovadoras e democráticas para que o vôlei se recupere.

A insistência da situação em se manter no poder é, também, um risco jurídico e econômico para o vôlei. De acordo com o Parecer 00155/20 da Advocacia Geral da União (AGU), a eventual reeleição do atual presidente irá contra os preceitos da Lei Pelé, no artigo que trata do limite de reeleições nas entidades esportivas. Assim, a CBV ficaria legalmente impedida de receber dinheiro público, incluindo, mas não se limitando à LAP e ao Banco do Brasil. Ou seja, o atual mandatário da CBV representa um risco legal, com consequências financeiras desastrosas para o vôlei nacional. Ele tentaria, na Justiça, contestar o Parecer da AGU. Pergunta-se, portanto: (a) Por que o atual presidente da CBV quer se manter no poder após tantos anos?; (b) Por que o atual presidente da CBV quer colocar em risco a modalidade dele, contrariando a Lei Pelé e o Parecer da AGU?; (c) É essa a melhor opção para o vôlei brasileiro hoje?

Ajuizar uma ação em nome da CBV contra a União Federal para seguir recebendo dinheiro público pode ser uma aventura judicial. A liminar pode não ser dada. Ou pode ser cassada a qualquer tempo. E se isso ocorrer, o já combalido cofre da CBV ficará à míngua. E necessário que o vôlei do Brasil corra esse risco? Claro que não.

Este é o momento de renovação, de abrir espaços para gente nova, com ideias e ideais progressistas, de reaproximar a CBV e seus atletas, de recobrar a credibilidade da entidade, no Brasil e no exterior.

O vôlei brasileiro não pode perder o que já ganhou.

Categorias olimpismo

4 comentários em “RENOVA VÔLEI.

  1. Luiz de Campos Montes Filho janeiro 3, 2021 — 7:45 pm

    Sua competência e qualidades no âmbito esportivo, correm paralelos à educação , dedicação e simpatia.

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  2. Carlos Augusto de Lima janeiro 4, 2021 — 7:01 pm

    Além de ter sido atleta de voleibol e agora atleta master de voleibol com 73 anos, fui diretor de empresas e da Fundação Dom Cabral expertise em desenvolvimento de instituições e empresas.
    Março Túlio e Serginho tem todas as qualidades para desenvolver nova gestão para valorizar a CBV , Federações e clubes.
    Está na hora de mudar paradigmas , afinal nem sempre 15 anos de experiência é vantagem , pois a diretoria atual fez um ano ser repetido por outros 14, o que infelizmente foi maléfico para o voleibol brasileiro.
    Vamos renovar

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  3. Celso Assumpção janeiro 4, 2021 — 10:20 pm

    Cuidado quando você usa o termo facção . Vou votar em Toroca/Radames e não pertenço a nenhuma facção. Seria mais apropriado você se informar melhor .

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  4. Prezado Celso,
    Agradeço o comentário ao meu artigo.
    A palavra “facção”, no seu sentido etimológico,  não tem qualquer conotação pejorativa. 
    Sou advogado militante e nunca utilizaria palavra inadequada, que não tivesse sido rigorosamente estudada antes de emprega-la.
    São alguns sinônimos de facção: clã, tribo, grupo de pessoas, grei, partido político.
    Talvez Você tenha, por moto próprio, in natura, referido o termo “facção” a grupos criminosos. Mas esse não é o significado da palavra.
    Cordialmente.
    Alberto Murray Neto

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