A Sucessão na Confederação Brasileira de Basquete.

O Blog Olhar Olímpico, do Jornalista Demétrio Vecchioli, anunciou que o presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) será candidato à reeleição e terá como candidata a vice-presidente a multi campeã Magic Paula.

Guy Peixoto assumiu a CBB afirmando que cumpriria apenas um mandato de quatro anos. Manteve, até recentemente, o mesmo discurso. Minha impressão é que Guy realmente gostaria de encerrar sua passagem pela CBB ao final deste mandato. Queria emplacar como seu sucessor um assessor próximo, em quem deposita muita confiança e que, para o presidente Guy, é o que se chama “pau para toda obra”, ou “faz tudo”. Ocorre que a viabilidade eleitoral do preferido de Guy Peixoto é abaixo de zero. Não obstante seja boa pessoa, tem temperamento extremamente belicoso e, durante a gestão de Guy, brigou com muita gente do basquete, confrontou acintosamente a excelente Liga dos Clubes (NBB) e não tem estatura presidencial. Isso me foi confirmado por várias pessoas ligadas ao basquete, entre as quais algumas lendas mundiais da modalidade. Se Guy Peixoto insistisse no seu assistente como seu sucessor, seria uma fragorosa derrota para seu grupo político. Assim, Guy Peixoto não viu outra alternativa senão lançar-se à reeleicao.

Tenho simpatia pelo presidente Guy Peixoto, como já expus em diversos momentos. Além de craque de bola é um administrador competente. Uma pessoa respeitada que pegou a CBB moral e financeiramente destruída.

O presidente Peixoto conseguiu reunir apoios importantes e resgatar a esperança de melhora, mas a situação da Confederação era tão ruim, que ele enfrentou muitas dificuldades neste mandato. A seleção feminina não logrou êxito no pré-olímpico. A masculina tem um caminho muito difícil, mas possível. Tomara que consiga. Será muito ruim para a modalidade estar fora dos Jogos Olímpicos de Tokyo. A classificação no 3 x 3 também não é fácil. O basquete do Brasil merece ocupar seu lugar habitual de destaque.

A CBB chegou ao final do ano em condição financeira calamitosa. Perdeu o apoio da Motorola. Não fosse uma ajuda extraordinária e substancial do Comitê Olímpico do Brasil (COB), a CBB teria fechado as portas. A ajuda do COB deu sobrevida à CBB.

A CBB, mesmo com o fundamental apoio do COB, optou por votar no candidato de oposição, esperando que, caso vencesse, receberia o patrocínio do BRB. Com a aprovação do Projeto de Lei da Senadora Leila, a CBB apostou que poderia obter as certidões necessárias para angariar o dinheiro do patrocínio do banco estatal de Brasília. O plano deu errado.

Não vejo mal em Guy Peixoto tentar seu segundo mandato. Acho que ele tem condições de contribuir mais com o basquete. Será ainda melhor se puder despender mais tempo à Confederação, estar mais presente no dia-a-dia. Quanto à vice Magic Paula, um acerto. Além de ser um nome de respeito nacional e internacional é competente. Poderá assumir funções relevantes no cotidiano da entidade.

Defendo uma relação harmônica entre a CBB e o NBB. Cada um tem o seu papel. O NBB é um exemplo de sucesso. O campeonato brasileiro dos clubes deve ser organizado por eles próprios. A CBB cuida das seleções e dos campeonatos inter seleções estaduais. É assim que funciona no mundo.

Categorias olimpismo

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