Convite Para Uma Nova Era No Esporte.

Olhar para o ex Parque Olímpico da Barra e vê-lo sub utilizado e mal cuidado é a certeza de que a aventura olímpica brasileira foi um retumbante fracasso moral e financeiro. Aquilo lá deveria estar repleto de crianças, jovens e adultos praticando exercícios físicos. Recentemente ví de perto o complexo de tênis jogado às traças. É de dar pena. Ainda mais em um país que teve Maria Esther Bueno e Guga.


Eu digo isso com muita tranquilidade, pois desde o primeiro dia da candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos fui contra e, durante todo tempo, até a prisão do Nuzman, denunciei diariamente que aquilo era um embuste planejado para encher os bolsos de alguns.


Realizar grandes eventos está longe de ser política de Estado para o esporte. Eventos assim são para os países que podem pagá-los e, hoje, são apenas festas (o livro Soccernomics aborda muito bem esse ponto).


Eu sou pelo Esporte. Por isso rejeitei essa Olimpíada na forma como fora planejada. Prometeram fazer em 5 anos o que não fizeram em 500. O começo da construção de uma casa não é pelo telhado. O ponto de partida é a base.


O fato é que o esporte precisa fazer as pazes com a sociedade. Precisa mostrar que aqueles arroubos de megalomania misturados com cleptomania, que tanto mal fizeram ao Brasil, ficaram definitivamente enterrados no passado, ou repousando em Bangu.


O Esporte tem que mostrar ao povo brasileiro a sua nova face, resgatar sua credibilidade e assegurar que sequer nesga do passado nefasto restou.


Há muita gente boa no esporte que, involuntariamente, foi arrastada para o debacle. Isso é injusto. Se hoje muitas modalidades não vivem um momento tranquilo é porque foi criado, de propósito, um esquema em que as Confederações passassem a depender totalmente do COB. E com isso poder-se-ía impor o clientelismo. Foi um sistema doentio que pôs o esporte de joelhos diante de um tirano.

Nossa proposta de AGENDA POSITIVA propõe justamente romper com isso e dar às Confederações e aos Atletas a alforria, voz plena, independência e autonomia.


Quem forma o Atleta é o Clube e as Confederações. É absolutamente injusto que uma Confederação tenha que se curvar às idiossincrasias do COB para receber aquilo que lhe é de pleno direito. Os recursos da LAP são das Confederações, para investir em seus Atletas. É um horror essa política de anos, implantada pelo COB, de segurar o dinheiro, distribui-lo como bem quiser, por critérios equivocados e, pior ainda, quando se vê com a corda no pescoço tirar da cartola dinheiro que até então “não existia”. É com tudo isso que queremos romper.


E foi, também, pensando muito na necessidade premente de se resgatar a moral e a credibilidade do nosso Movimento Olímpico que construímos a nossa AGENDA POSITIVA.


Mudar as pessoas sem alterar os métodos não resolve a questão.


O Esporte vive uma crise grave e profunda. E nossa AGENDA POSITIVA propõe novos caminhos.


Nós o convidamos a viver uma nova era no Esporte, de respeito, diálogo, avanços, transparência e resultados. Nós temos uma proposta clara e transparente.

Categorias olimpismo

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