A Agenda Positiva Para O Comitê Olímpico do Brasil – Transparência Nas Relações. Por Alberto Murray Neto.

Em fevereiro deste ano elaborei o Plano de Agenda Positiva para o Comitê Olímpico do Brasil (“COB”). É uma plataforma que fiz com base nos meus longos anos no esporte e, sobretudo, ouvindo atentantamente os anseios das Confederações e dos Atletas. A proposta para o COB é ampla, mas pode ser resumida em dois pilares fundamentais: (a) AUTONOMIA ÀS CONFEDERAÇÕES; e (b) VALORIZAÇÃO DOS ATLETAS.

Sempre descordei da política que vem sendo adotada nas últimas décadas, em que o COB fica com dinheiro que deveria ser repassado às Confederações, deixando-as em situação de dependência do “poder maior”. Isso é errado. Por isso que o primeiro ponto da nossa Agenda Positiva é alterar profundamente essa equação. Isso é possível. Já fizemos vários estudos e, mesmo considerando uma arrecadação menor em 2.021, será possível repassar mais às modalidades. Esta é a primeira vez em toda história que um grupo de pessoas, atletas e dirigentes, propõe-se a expor um plano de Agenda Positiva e debatê-lo publicamente.

Em toda a história do COB, houve somente uma eleição, em 1.979. Portanto, eleição no COB é uma novidade. Acho muito bom que ocorram debates de propostas. Isso valoriza a entidade. O pensamento contrário nunca me molestou. Ao contrário, é um estímulo. O esporte, assim como outros segmentos, avançou, progrediu, modernizou-se. As questões do esporte não comportam mais decisões autocráticas, tomadas em gabinetes fechados e impostas de cima para baixo. Bato na tecla de que nem tudo que é legal é legítimo. E nem tudo que é legítimo é legal. Legalidade e legitimidade são conceitos que nem sempre caminham juntos. Não basta ser legal para que algo também seja legítimo. Por isso que sustento que toda decisão tomada sem que se tenha escutado os clamores daqueles que serão afetados por essa decisão, peca pela legitimidade.

Tenho o pensamento claro de que atitudes contrárias às boas práticas de administração não podem ser toleradas. Igualmente, o mundo de hoje não comporta mais a gestão que retém informações. Toda relação é baseada na confiança mútua. O antigo modelo, baseado na obediência cega, que exigia confiança e lealdade sem dar nada em troca é inaceitável nos dias de hoje. A transparência é a base da confiança. São com esses conceitos que todos, juntos, iremos caminhar para um futuro promissor.

 

Categorias olimpismo

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