Jogos Olímpicos de Tokyo. Confederações e Atletas Precisam de Liberdade.

O rápido reagendamento da edição dos Jogos Olímpicos, em 2.021, é bom para Confederações e Atletas. Desde já é possível que, com suas equipes multidisciplinares, readequem a periodização de treinamento de forma a chegar no ano que vem em sua melhor forma. Muitas modalidades ainda irão disputar os torneios pré-olímpicos.

Além das Confederações e dos Atletas é claro que o Comitê Olímpico do Brasil (“COB”) também tem seus compromissos que precisam ser adequados às novas datas. São passagens aéreas, reservas de hotéis, todas as demais obrigações que envolvem as nove sub sedes no Japão e outras. Ao COB cabe , portanto, atuar em duas vertentes: (a) administrativa; e (b) esportiva.

No âmbito administrativo não acredito que haverá impeditivos severos para renegociar todos os contratos de modo a mantê-los iguais ao que já fora contratado, podendo, inclusive, ter a chance de corrigir algo que sirva para melhorar. Todos os contratos contêm cláusulas que podem ser invocadas em casos de força maior.

O grande desafio, mais que isso, a inovação gigantesca que pode haver por parte do COB está na área esportiva. Sempre defendi, firmemente, que o COB não se comporte como o “dono” das Confederações. O COB é muito importante na engrenagem, mas não é o senhor de todos os Santos e tampouco pode avocar para si a prerrogativa de ditar o ritmo de cada modalidade, como se não houvesse uma competente Confederação para cuidar daquilo que elas mais sabem fazer, que é a melhor preparação de suas Equipes.

O COB deve valorizar as Confederações, dar a elas autonomia, assessorá-las, defendê-las de todas formas, possibilitar as melhores condições, mas nunca dominá-las. As Confederações não podem ser subjugadas e sufocadas no livre arbítrio de cada qual, de decidir o que para si e seus Atletas é melhor.

Essa nova mentalidade, moderna, da relação entre o COB e as Confederações poderia ser implantada desde já. Seria muito bom para elas e para os Atletas. Tornar a relação entre os agentes bem mais democráticas. Os resultados em Tokyo poderão ser bem melhores se as Confederações e os Atletas forem efetivamente ouvidos.

Categorias olimpismo

Um comentário em “Jogos Olímpicos de Tokyo. Confederações e Atletas Precisam de Liberdade.

  1. Roberto Pimentel março 31, 2020 — 4:44 pm

    Postei no facebook do Fredy Júnior uma mensagem endereçada a você. Questionar seu programa de Formação de futuros atletas. Vamos ao final do que postou agora,ou seja, a “relação do COB com as Confederações e os atletas”.
    Para mim, está falando em tese, posto que bem sabe que gestores, atletas são antes de tudo indivíduos humanos, e nesta condição, “animal político”. Já deve saber melhor do que ninguém que a lei do “quem dá mais, merece mais” sempre vai prevalecer; e que nada tem a dar, o que receberá em troca. Nestas circunstâncias tenho a oferecer ideias ao próximo presidente do COB, tipo da que Salomão ficou famoso na história bíblica. Vamos aguardar!

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