A Antecipação do Debate Eleitoral.

Pessoas na diretoria do Comitê Olímpico do Brasil (“COB”) argumentam que, ao lançar a minha candidatura para presidência, eu teria “antecipado o debate eleitoral e que isso atrapalharia a preparação para Tokyo 2020”. Quem tem muita experiência em eleições do COB sabe exatamente como as coisas funcionaram na era Nuzman e cuja intenção, agora, era manter a mesma prática na gestão de seu vice.

Os mecanismos de autoproteção que o COB inseriu no novo estatuto, sem o prévio e necessário debate democrático objetivavam a eternização do vice de Nuzman no poder. Isso foi largamente explorado e demonstrado pela imprensa. E tanto foi errado que o próprio COB, em discurso feito no Prêmio Sou do Esporte reconheceu a questão do estatuto “como o maior erro de nossa gestão”. Embora o COB tenha reconhecido o erro, o que é louvável, não fez absolutamente nada para repará-lo, o que é lamentável. Ou seja, o erro prevalece.

Com a nova regra de desincompatibilização imposta aos candidatos, exceto ao próprio presidente, o próprio COB não permitiu outra alternativa se não iniciar o debate eleitoral. O outro caminho seria cerrar os olhos para as atrocidades e aceitar tudo de bico calado, com medo das retaliações que o COB poderia impor às modalidades. A estratégia montada pelo vice de Nuzman era repetir os métodos de seu criador, em que chamava os membros do Colégio Eleitoral em sua sala e os coagia a assinar uma carta de apoio às suas indefinidas.

Ao debater, desde já, propostas para o próximo Ciclo Olímpico, foi quebrada a estratégia inicialmente montada pelo vice de Nuzman, de seguir a mesma cartilha autoritária de seu antecessor que, preso, pôs fim ao seu reinado Olímpico. Debater nunca é ruim. Ao contrário, areja, espairece e possibilita que novas ideias sejam ventiladas. Óbvio que debater ideias não prejudica a  preparação para Tokyo 2020. O que atrapalha a preparação dos Atletas é agir nas sombras, sem transparência e jogar o Movimento Olímpico do Brasil novamente sob os holofotes da suspeição.

Pela primeira vez na história do COB um grupo se dispõe a apresentar uma PROPOSTA DE AGENDA POSITIVA E PLANO DIRETOR para a entidade, para que seja ampla e democraticamente discutido por quem quiser opinar, com objetivos claros de dar autonomia às Confederações e valorizar os Atletas.  A sugestão para debater é, na verdade, o que incomoda quem tem a visão absolutista do sistema. No novo sistema que queremos implantar, Confederações e Atletas não terão medo de se manifestar. O COB é a casa das Confederações e dos Atletas.

Categorias olimpismo

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