O Novo Gerente de Compliance do Comitê Olímpico do Brasil.

O Comitê Olímpico do Brasil (“COB”) anunciou a contratação de um novo Gerente de Compliance. Boa notícia! Ressalte-se que o vice escolhido por Carlos Nuzman apenas acelerou o processo de contratação do novo Compliance após ter sido pilhado com as questões da licitação supeita na área TI e, também, após a tentativa frustrada de um golpe estatutário em que objetivou esvaziar a independência do cargo e foi vencido, no voto, na Assembleia Geral.

Lembremos que o vice de Nuzman queria que o Gerente de Compliance virasse um tal “agente de compliance” que perderia a sua independência e autonomia e passaria a estar submetido a um Conselho de Administração presidido pelo próprio. Tanto o esquema do TI (que ele lamentavelmente escondeu de todos os Poderes do COB e com o que me senti ofendido) e a tentativa de golpe estatutário deterioraram a imagem do vice de Nuzman que, até hoje, está acuado, em palpos de aranha, assustado e investigado pelo Ministério Público. Além disso, enquanto pode, o vice de Nuzman manteve vago o posto de Gerente de Compliance, o que lhe era muito conveniente.

Lí o curriculum vitae do novo Compliance. É bom! Acho que tem todas as condições de fazer um bom trabalho. Em mais de dois anos de gestão o COB ainda não tem um programa de Compliance instalado e em funcionamento, com treinamento adequado de seus funcionários.

Durante a gestão do vice preferido de Nuzman, esse é o terceiro Gerente de Compliance. Tendo eu sido Presidente do Conselho de Ética por quase dois anos e acompanhado de muito perto o que se passou no COB durante esse período, espero que esse novo Gerente de Compliance tenha liberdade para trabalhar, que não se apequene diante de eventuais pressões que venha a sofrer. Que investigue o que for necessário, doa a quem doer. Que não se submeta a arroubos de autoritarismo e vaidade e siga seu trabalho independente.

O Gerente de Compliance não está sujeito às ordens de ninguém para investigar, inclusive do Conselho de Ética. O Conselho de Ética não é o chefe do Gerente de Compliance, assim como não o é o Presidente, o Diretor Geral e nem o Diretor Jurídico. O Gerente de Compliance não precisa da autorização prévia de rigorosamente ninguém para cumprir as suas prerrogativas estatutárias. Qualquer coisa diferente disso seria casuísmo de encomenda. Investigue o que está na gaveta. Não tenha receio de nada.

PS – Insisto! Quem acha que as questão das licitações de TI apuradas pelos antigos Compliances e pela Kroll são coisas “banais”, administrativas, internas, não tem os mesmos padrões éticos que os meus. Deveriam rever seus conceitos. O argumento de que “não houve pagamento final do contrato” é patético. Ora, se de fato não houve, é porque foi flagrado no meio do caminho e recuou. A intenção já era questionável na origem.

Categorias olimpismo

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