Treze Olimpíadas.

Estou me preparando para meus décimos terceiros Jogos Olímpicos, em Tokyo 2020. A cada ciclo é uma emoção que se renova. Todas as memórias da minha vida têm como referência os Jogos Olímpicos. Para lembrar quando um fato ocorreu, costumo situá-lo no tempo de acordo com minhas memórias olímpicas. A minha linha do tempo é a linha de cada Olimpíada.

O significado da palavra Olimpíada é o interregno de tempo de quatro anos. Isto é, a cada quatro anos (ou a cada Olimpíada) as cidades gregas paravam as guerras para celebrar a paz por meio do esporte, os Jogos Olímpicos.

Claro que estar em Jogos Olímpicos é diversão. Mas para mim sempre foi muito mais do que isso. Meus primeiros Jogos Olímpicos, em 1.972, foram marcados pelo massacre aos atletas de Israel. Lembro-me de tudo aquilo como se fosse hoje. Embora muito pequeno, por razões familiares, vivi aquele dia terrível totalmente por dentro dos acontecimentos.

A partir de então, passei a ver Jogos Olímpicos com uma percepção totalmente diferente. Evidente que sempre vibrei com os certames esportivos, com os resultados expressivos, com os momentos de superação, especialmente dos Atletas brasileiros. Mas minha visão de Jogos Olímpicos nunca se llimitou a isso. Passei a observar tudo, desde as dificuldades para a formação das equipes brasileiras, passando pela análise das delegações dos demais países, estudando a organização administrativa dos Jogos, os pontos forte e fracos, o transporte, a alimentação, a logística, o envolvimento do povo local, a manutenção dos valores Olímpicos, a qualidade das instalações,  a vila Olímpica e tudo mais. E sempre vivenciando isso de muito perto, por dentro, ouvindo e convivendo com pessoas experientes e Atletas. Preparei-me a vida toda.

Durante os Jogos Olímpicos – e ao final deles – sempre fiz os meus escritos. Tenho vivido experiências únicas, que merecem ser retratadas em imagens e papéis. Meu acervo Olímpico é enorme. Aprendi muito ao longo de tanto tempo. Conheço profundamente a questão. Elogio quando é merecido e critico quando necessário.

Convivi com o bom e ruim do Movimento Olímpico. Perdi a inocência. Muitas vezes sai roubado por acreditar em algo falso. Experiências! Aprendi a distinguir o bom do ruim, sempre com a certeza de que os princípios do Olimpismo não seriam relevados.

E assim segue o Movimento Olímpico, cujas guerras e ações políticas jamais foram capazes de deter. Qualquer dia escreverei sobre os boicotes, capítulos importantes dessa história, os quais também vivenciei de muito perto.

Categorias olimpismo

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