Mais Dinheiro para Confederações e Atletas e Menos para o COB. Valorizar os Clubes.

Quando fiz minha carta aberta à comunidade esportiva brasileira ressaltando as razões da minha saída do Conselho de Ética do Comitê Olímpico do Brasil (“COB”), enfatizei, entre outros, dois pontos muito importantes: Autonomia das Confederações e Valorização dos Atletas. Esses são dois pilares importantíssimos.

É muito comum ouvir falar em “Meritocracia no Esporte”. E utilizar essa expressão pura e simples para avaliar determinado Atleta, ou Confederação. Meritocracia é uma coisa boa. Mas para ser se exigir méritos de uma Confederação, ou de um Atleta é necessário dar a eles condições para atingir os méritos esperados. Se não forem providos meios para que uma Confederação, ou um Atleta se desenvolvam, não é justo exigir deles os mesmos méritos de alguém abastado de recursos.

Nesse cenário, para mim, não existe “modalidade grande vs modalidade pequena”. Todas são importantes e devem ser respeitadas e estimuladas, de acordo com suas características. Se uma modalidade que outros chamam de “pequena” não receber recursos suficientes ela nunca será “grande”. Se um Atleta de uma modalidade que alguém possa injustamente chamar de “menor” não receber apoio, nunca será intitulado como “grande’. A questão é que, preponderantemente, se valoriza apenas medalhas mundiais e olímpicas para avaliações rasas que resultam, muitas vezes, em critérios injustos de repasses. Quem ganha mais, naturalmente, tem melhores condições de obter melhores resultados e, nesse círculo, seguir recebendo sempre mais dinheiro.

Quem forma o atleta são as Confederações e não o Comitê Olímpico. Por isso que sempre defendi, não de agora, que o COB deveria reter menos recursos para si e repassá-los às Confederações, Quem me acompanha ao longo dos anos sabe que sempre sustentei essa posição. Em vista disso, são necessários ajustes nos critérios de repasses de dinheiro para as Confederações. Não é justo que aquelas que uns chamam de “pequenas’ recebam tão pouco, enquanto o COB fica com grande parte. É necessário dar às “pequenas’ a chance de serem “grandes”. É importante que os Atletas vinculados a essas Confederações também tenham as melhores condições de prosperar.

Outro ponto muito relevante é estimular e apoiar as Confederações para que atuem nas categorias de base, na formação de atletas, que serão o futuro do esporte. As Confederações devem ser avaliadas, também, por aquilo que elas fazem dentro do país. Muitas vezes uma Confederação não obtém medalha Olímpica, mas tem trabalho exemplar na base, dentro do país. Isso deve ser muito valorizado, pois em algum momento os resultados internacionais virão. É da quantidade que tiraremos a qualidade.

Por isso que deve-se reunir as Confederações, a Comissão de Atletas, a área técnica do COB para debater e fazer ajustes importantes na mentalidade e nos critérios de divisão de dinheiro para as modalidades. As Confederações devem ter autonomia para trabalhar com seus Atletas, Técnicos e equipes multidisciplinares. E sempre, também, valorizando os clubes, que são a célula mater do esporte brasileiro e grandes parceiros das Confederações, do COB e dos Atletas.

Categorias olimpismo

Um comentário em “Mais Dinheiro para Confederações e Atletas e Menos para o COB. Valorizar os Clubes.

  1. Enfoque pertinente. No entanto ainda o paitrocinio perneia o esporte, dxceto o de perfirmacd.

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