Pela Manutenção do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães – Ibirapuera.

Prezados Membros da Audiência Pública,

Meu nome é Alberto Murray. Vivo a minha vida no Esporte, por ter sido atleta e por ter nascido em uma família de esportistas. Sou neto do Major Sylvio de Magalhães Padilha. Para aqueles que não o conhecem, Padilha foi um dos maiores atletas Olímpicos do Brasil. Foi o primeiro brasileiro a atingir uma final Olímpica em provas de atletismo, o que ocorreu em Berlin, em 1.936, na prova dos 400 metros com barreiras. Além de ter sido um atleta de renome internacional, Padilha galgou os postos mais altos do Olimpismo, tendo presidido o Comitê Olímpico Brasileiro por 27 anos e membro do Comitê Olímpico internacional por 38 anos, órgão do qual foi Vice – Presidente. Padilha foi o criador, em 1.939, do Departamento de Esportes e Educação Física do Estado de São Paulo (D.E.F.E.), atual Secretaria Estadual de Esportes, cargo que ocupou de 1.939 a 1.975. Sua maior obra, na minha opinião, foi a regulamentação da prática do desporto e da educação física em nosso Estado. E foi nessa trajetória que, em sua gestão, fez construir todo o Complexo Esportivo Constâncio Vaz Guimarães. Todas as instalações do Constâncio foram feitas durante a sua gestão. O ginásio Mauro Pinheiro, especificamente, foi construído quando meu tio Pedro de Magalhães Padilha era o Secretário de Estado do Turismo, Esporte e Cultura e meu avô, Major Padilha, o Coordenador de Esportes e Recreação. O Ibirapuera nasceu e se desenvolveu com o intuito de não apenas atender ao alto rendimento, mas, essencialmente, possibilitar a prática da educação física para a população sem recursos a uma quadra, pista, piscina, ou tatame. Ao longo desses anos, o Constâncio atendeu a milhares de jovens, adultos e idosos que buscaram no Esporte uma melhor qualidade de vida. São poucas as cidades no mundo que possuem um complexo esportivo como o nosso Ibirapuera. Vê-lo sucateado, subutilizado é motivo de muita tristeza para mim e para quem gosta de esporte. Em vez de projetar transformar esse local em casa de shows, o Estado faria melhor ao seu povo se criasse um projeto amplo, consistente, democrático de massificação do desporto, fazendo desse local, novamente, um celeiro de talentos e um espaço disponível para a população praticar esportes. Em um país em que o esporte é subjugado, o Ibirapuera é um oásis que pode proporcionar aos cidadãos a possibilidade de levar uma vida saudável. A cada dólar investido np esporte são 3 dólares economizados na saúde. Esporte é educação e essencial para a formação de um povo saudável, com disposição para trabalhar e produzir. Quando o Estado abre mão do Ibirapuera, abre mão do esporte, da saúde e da educação. Tenho motivos técnicos e sentimentais para manifestar-me contra privatização do Ibirapuera, o que implicará o desvio de sua natureza e vocação esportiva. Que o governo abandone a ideia de privatização do Ibirapuera e que trabalhe em maximizar sua utilização, abrindo sempre e cada vez mais o complexo para o uso do povo do Estado de São Paulo, por meio de uma política séria de massificação do esporte.
Obrigado pela atenção.
Alberto Murray

Categorias olimpismo

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