O Movimento Olímpico do Brasil Será Sempre Mais Forte.

Por Alberto Murray Neto

O Movimento Olímpico do Brasil tem sua origem em uma geração que se desenvolveu e consolidou seu espírito sob a influência de uma aura romântica gerada no fim do século dezenove e que teve  o Barão Pierre de Coubertin símbolo de uma figura doutrinadora e de excepção, atraindo e cristalizando consciências e que se mantiveram consolidadas até meados do século vinte. Essa geração permitiu a revelação de valores extraordinários que formaram as bases mais destacadas das representações olímpicas do Brasil no seu início: Guilherme Paraense, Afrânio Costa, Maria Lenk, Piedade Coutinho, Sylvio de Magalhães Padilha e, posteriormente, Adhemar Ferreira da Silva, Amaury Pasos e Wlamir Marques são dignos exemplos desse pensamento que via o esporte como um elemento de educação e saúde, diletante, de lazer e sem obsessão pela pecúnia.

Destacam-se, também, a história do marinheiro Adalberto Cardoso que, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1.932, viajou de São Francisco para a Cidade Olímpica tentando a sorte, pedindo carona, a pé e chegou ao estádio poucos minutos antes da prova dos dez mil metros, sem apoio, sem recursos de ninguém. Correu e classificou-se em último lugar. O público, ao ser informado de sua história, aplaudiu de pé o atleta brasileiro, que ficou conhecido como “Homem de Ferro”. Não menos relevante é relembrar a trajetória das guarnições de remo nos treinamentos a que se submetiam nas águas dos rios, ou do mar, fazendo-o madrugada alta e, para isso, utilizando os barracões de barcos dos respectivos clubes como dormitórios de modo a permitir-lhes o comparecimento aos seus locais de trabalho na hora convencional. O espírito da Carta Olímpica influenciou profundamente aquela geração, assegurando os valores da ordem, disciplina, respeito e a todos os sacrifícios possíveis, repito, sem a obsessão do dinheiro.

E assim foi construído o nosso Movimento Olímpico, acostumado a enfrentar todos os tipos de dificuldades e, mesmo que, muitas vezes, no peito e na raça, vencendo-as, uma a uma. Não há o que possa esmorecer o Movimento Olímpico do Brasil. Não há dificuldade que nao possa ser superada.

Os fatos acima narrados evidenciam a incompatibilidade de duas épocas porque, hoje, tais fatos, não se registrariam, pela razão pura e simples de que o esporte está sendo encarado como figura representativa de uma nação, valorizando-a em razão de sua conduta nos torneios que participa e nao mais como forma de lazer e congraçamento, como ocorria no passado.

Mas ainda assim, as bases sólidas e de lutas que construíram os pilares do Movimento Olímpico do Brasil estão arraigadas em nossos Atletas para a eternidade. E, assim, não haverá obstáculo que seja capaz de impedir o crescimento do Movimento Olímpico Brasileiro. Ele será, sempre, cada vez mais forte e, com equilíbrio e serenidade, ocupar seu papel de destaque em nossa sociedade.

Categorias olimpismo

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