O Movimento Olímpico Não Está Morto.

O Movimento Olímpico do Brasil viveu momentos de extrema dificuldade no final de 2.017. Passou por grave crise de credibilidade. Atletas, técnicos e Confederações enfrentaram caminhos recheados de obstáculos. A retração de investimentos no esporte os fizeram vivenciar incertezas sobre o futuro. A desconfiança que surgiu após a edição dos Jogos Olímpicos do Rio não indicava a renovação de programas governamentais e patrocínios privados no segmento esportivo.

Há de se reconhecer que em pouquíssimo tempo o nosso Movimento Olímpico, muito pressionado pelas circunstâncias, tomou os caminhos acertados para sua reinvenção. O Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”) rapidamente, renovou seus estatutos, algo que há muito era um ponto importante na agenda do esporte. Relevante ressaltar que a comissão estatuinte, até chegar ao texto final, ouviu a socedade. Estiveram representados nos debates sobre o novo estatuto os Atletas, as Confederações e entidades importantes como SOU DO ESPORTE e ATLETAS PELO BRASIL. Todos levaram importantes contribuições à nova carta magna do COB.

O novo estatuto é um marco. Muito do que este Blog modestamente apregoou nos últimos dez anos foi inserido. As Confederações passarão a influenciar de maneira mais eficaz e democrática nas decisões do COB. Muitíssimo relevante foi, também, a Comissão de Atletas, representada por doze pessoas, passar a ter voz e voto na assembleia geral. A bem da verdade, nada faria sentido não fossem os (as) Atletas. Por isso justo que a eles (as) seja dado o direito de, em conjunto com suas Confederações, gerir os assuntos de interesse comum.

Hoje, o clima está mais leve no COB. Os ânimos estão renovados. Atletas terão a oportunidade de interferir diretamente na gestão do esporte Olímpico. Confederações deixarão de estar sufocafas e submissas a políticas de distribuição de verbas que nem sempre atendiam às necessidades e às realidades de cada modalidade. As eleições democráticas para Vice-Presidência, Conselho de Administração e Conselho de Ética são a demonstração de oxigenação das estruturas.

Claro que há um caminho enorme a ser percorrido. É preciso recuperar o tempo perdido e apontar os novos rumos. Mas a nova realidade, que ampliará a possibilidade de discussões saudáveis, renova o ânimo das pessoas. Que cada um cumpra o seu papel nessa nova era, com equilíbrio e serenidade. O Movimento Olímpico Brasileiro não está morto. Por vezes, a guarda rende, mas não morre. É o momento de avançar.

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Categorias olimpismo

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