A Equipe De Atletismo B3.

Lí, hoje, um belo texto do amigo e competente médico Dr. Cristiano Laurino sobre a trajetória da equipe de atletismo da BM&F, atualmente B3, extinta recentemente. Dr. Cristiano é mais um dos competentes profissionais que ajudaram a construir esse brilhante time, que deu ao Brasil campeões e medalhistas Olímpicos, mundiais, sulamericanos e tantos outros títulos de relevância. O sucesso da B3 foi o resultado de dirigentes, técnicos, médicos, fisioterapeutas e, claro, atletas altamente capacitados. Assim como Dr. Cristiano e tantos outros, estou penalizado com o fim da B3.

Lembro-me que após os Jogos Olímpicos de Seoul, a BM&F resolveu de vez vincular sua marca ao desporto e premiou nossos medalhistas naquele certame com barras de ouros. Até hoje guardo e uso uma camiseta promocional que a BM&F lançou naquela ocasião que estampa na frente “Let’s Go Futures” e, atrás, figuram os nomes e as assinaturas de todos os atletas nacionais ganhadores de medalhas Olímpicas em 88. A partir daí o incentivo da BM&F BOVESPA no esporte só cresceu. Criou a bela equipe de atletismo em que vimos brilhar pelo mundo uma série de atletas de alto renome. Apenas para citar alguns: Mauren Magi, Tiago Braz, Fabiana Murrer, Vanderlei Cordeiro, Jadel Gregório, as meninas do 4 x 100 em Pequim 08. Há inúmeros. Desculpem-me não citar todos.

Embora lamente, entendo as razões pelas quais a atual direção da Bolsa resolveu extinguir a equipe. É uma decisão empresarial. A BM&F BOVESPA não tem como objeto social o fomento do esporte. Os propósitos de sua existência são outros. Então é natural que, em algum instante, a sua diretoria não queira mais investir no desporto e busque outros segmentos para apoiar. E justamente aqui cabe uma reflexão.  Sempre bati na tecla de que, no Brasil, os clubes são a célula mater do esporte. Aos clubes com vocação esportiva, sim, cabe o objeto de promover o esporte, da base até o alto rendimento. Sempre defendi que as empresas que desejassem investir no esporte o fizessem por meio dos clubes. Ou seja, aliando-se, patrocinando, clubes esportivos. Acho esse modelo melhor do que as empresas formarem suas próprias agremiações  e esvaziarem os verdadeiros clubes de vocação esportiva. A união do clube esportivo com a empresa patrocinadora entendo ser o melhor caminho. Na medida em que as empresas criam suas próprias estruturas esportivas, muitas vezes, os clubes não têm condições de concorrer com elas e acabam fechando, ou reduzindo substancialmente, seus departamentos esportivos. E as empresas podem, dependendo dos humores da economia, ou de novos diretores, terminar, repentinamente, suas associações esportivas, criando um enorme vácuo. Se os investimentos das empresas no esporte são feitos por intermédio de clubes com vocação esportiva, o eventual fim do patrocínio tem impacto muito menor. Os clubes seguirão com suas estruturas e capazes de manter a modalidade em suas atividades. Como escrevi acima, embora lamente, entendo a decisão empresarial da BM&F, reconhecendo a enorme contribuição que deu ao atletismo.

E que se reflita, futuramente, sobre o modelo de investimentos das empresas no esporte, em minha opinião, sendo mais adequado fazê-los em apoio aos clubes.

Categorias olimpismo

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