Nomes que Comporão o Novo COB Serão Essenciais Para o Resgate da Credibilidade.

A imprensa deu ênfase, nesta semana, à notícia de que o Congresso Nacional debate projeto de lei que tirará do Comitê Olímpico do Brasil (“COB”) a plena administração dos recursos públicos recebidos da Lei Piva. Segundo o projeto de lei, caberia ao Ministério do Esporte determinar os percentuais de divisão desse dinheiro às Confederações, cabendo ao COB uma fatia menor do bolo, para projetos especiais e manutenção de sua administração. Conceitualmente, sou contra essa alteração. Mas entendo as razões pelas quais o Congresso Nacional debruçou-se sobre a matéria.

Os escândalos financeiros e administrativos da gestão de Carlos Nuzman à frente do COB e de algumas Confederações, a prisão de dirigentes, jogou na lata do lixo a credibilidade do nosso Movimento Olímpico. O esporte olímpico do Brasil recebeu, como resultado da gestão de Nuzman e outras figuras caricatas, a estampa mundial da corrupção.  A sociedade brasileira não acredita na honestidade dos nossos dirigentes esportivos. Então, foi um movimento natural que o Congresso Nacional interviesse de modo a tentar corrigir os rumos do vasto dinheiro público que é destinado aos entes Olímpicos. Tenho batido na tecla de que o primeiro e grande desafio do presidente Paulo Wanderley é resgatar a credibilidade do esporte olímpico brasileiro. Por ora, o novo mandatário do COB está fazendo o que é necessário. Promoveu mudanças relevantes no estatuto, criou regras claras de compliance e demitiu pessoas comprometidas com a famigerada gestão anterior.

Mas só isso não basta. O importante será, agora, preencher os novos cargos na estrutura do COB com nomes de pessoas de ficha limpa, conhecedoras do mercado, honestas de verdade, comprometidas com o esporte limpo, moderno, e transparente. O COB terá que preencher as seguintes posições: (a) Vice-Presidência, cuja eleição deve ser feita antes das demais escolhas; (b) Membros do Conselho de Administração; (c) Membros Independentes do Conselho Fiscal; e (d) Membros Independentes do Comitê de Ética. Se as escolhas das pessoas que vierem a ocupar esses cargos tiverem suas imagens relacionadas, de alguma forma, às mazelas da gestão anterior, se representarem o modelo antigo da política esportiva, se estiverem envolvidos em escândalos em suas vidas pessoais, ou profissionais, a maculada imagem do Movimento Olímpico brasileiro continuará combalida, hesitante, desvinculada da sociedade, manchada.

Não adiantará nada ocupar esses novos cargos com gente que será, apenas, mais do mesmo. O COB tem a chance de ouro de eleger pessoas novas, diferentes, éticas, respeitadas e, com isso, dar sinais claros ao Brasil e ao mundo de que a entidade efetivamente trilhará caminhos alviçareiros.

Se o COB trouxer para seus quadros homens e mulheres novas e respeitáveis, poderá resgatar sua honra e terá melhores condições para dizer ao Congresso Nacional e ao povo que as mudanças propostas no projeto de lei são despiciendas. Necessárias pessoas novas no COB.

Categorias olimpismo

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