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Quem acompanha este Blog sabe que, pouco antes da eleição para presidência da Organização Desportiva Panamericana (“ODEPA”), eu escrevi neste espaço que a ambição de Carlos Nuzman de presidir a entidade era, primordialmente, arrumar uma saída honrosa do COB e do Brasil. Após os Jogos Olímpicos do Rio, Nuzman sabia que era bem provável que as coisas não ficariam fáceis para ele. Na medida em que o tempo passou ele teve certeza disso. Nuzman precisava, então, buscar uma rota de saída. Seu plano era presidir a ODEPA. Isso lhe serviria de justificativa para licenciar-se da presidência do COB e fixar residência em outro país, provavelmente em Miami. A ODEPA não tem estrutura própria. Funciona há quase meio século na sede do Comitê Olímpico Mexicano, já que Mario Vazquez Raña acumulava a presidência de ambas entidades. A ideia de Nuzman era criar uma sede independente para a ODEPA, desvinculada do Comitê Olímpico Mexicano e ir morar na cidade que abrigaria a nova sede. Era uma maneira honrosa de Nuzman sair dos holofotes das autoridades brasileiras e, de longe, tentar manejar as coisas de tal forma a aliviar sua situação. Quando perdeu, no primeiro turno, as eleições da ODEPA, Nuzman soube que seu castelo estava próximo a ser definitivamente demolido. Era questão de tempo a deflagração da operação havida nesta semana, chamada de Unfair Play. Nuzman teve visível piora de seu estado geral, desanimado, passou a sair menos de casa. O fracasso financeiro do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e a recusa do governo em socorrê-lo com mais dinheiro público era razão de muita intranquilidade. O plano de evacuação de Carlos Nuzman deu errado.

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