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As acusações feitas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal que envolvem o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e seu presidente Carlos Arthur Nuzman atingiram em cheio a imagem global do Movimento Olímpico. O COI está preocupadíssimo com as consequências que essas sérias denúncias poderão gerar junto aos patrocinadores. Ao COI, que até então estava evitando aprofundar o assunto, não restará outra alternativa senão abrir sindicância para investigar e julgar Nuzman e os membros acusados de receber propina. E é provável que o COI os expulse de seus quadros, a exemplo do que tem feito ao longo dos anos em outros casos de corrupção. O COI terá que dar respostas sólidas à sociedade e aos patrocinadores.

No Brasil, a permanência de Nuzman à frente do COB será agravar a já combalida imagem do esporte olímpico no País. Nuzman deveria ter a sensibilidade de compreender que seu modelo faliu e renunciar ao cargo. Não creio que o fará. Se não o fizer, as Confederaçoes desportivas tem o dever moral de exigir sua saída e, se necessário, convocar assembleia extraordinária para deliberar sobre o impechment de Nuzman. As Confederações cujos presidentes foram eleitos sob a bandeira da renovação devem ser os líderes desse movimento e mostrar que estão, realmente, dispostos a mudar as coisas, com honestidade e coragem. Se há de ter a certeza que Nuzman na presidência do COB será um zumbi, um morto vivo, sem nenhuma influência nos organismos internacionais. A figura dele na presidência do COB servirá mais para atrapalhar, do que para ajudar.

Vamos observar a movimentação das Confederações.  Este é o momento em que os novos e verdadeiros líderes aparecem. Que as Confederaçoes comprometidas com mudanças não se apequenem.

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