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Matérias publicadas esta semana sobre doping agitaram os meios esportivos. Essas mesmas denúncias gravíssimas veiculadas já haviam sido objeto de uma excelente reportagem de Roberto Salim, há 18 anos, envolvendo os mesmos personagens. De lá para cá, o avanço no combate ao doping no Brasil pouco avançou. A indústria do doping movimenta muito dinheiro. Doping tem traficante, agente, dono de ponto e consumidor. O combate ao doping é questão de Estado. Deve ser tratado como o tráfico de drogas, de armas. As questões de enfrentamento ao doping não devem cingir-se aos Tribunais esportivos. O combate ao doping é caso de polícia. Percebam que quando se flagra um atleta dopado é apenas ele que, normalmente, recebe a punição. Deixa-se impune toda a cadeia que existe até que o dopimg chegue ao consumidor final. Esses traficantes de doping continuam cometendo seus crimes. Sou a favor da tipificação penal do tráfico de substâncias dopantes. O combate ao doping deve ter a ação preventiva do competente trabalho da Polícia Federal. As substâncias dopantes cruzam as fronteiras do Brasil, entram no País e são entregues aos agentes que fazem o tráfico em território nacional. Não adianta, apenas, termos uma agência de controle de dopagem, não adianta termos pessoas competentes trabalhando na agência, se não for prioridade do Estado combater o doping efetivamente na origem, investigar a fundo, de verdade e não deixar que a punição esgote-se no atleta, como se nada mais houvesse a ser apurado.

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