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Dívidas do Co-Rio 2.016 Impedirão Fechamento da Empresa.

maio 26, 2017

O Co-Rio 2016 tem a natureza jurídica de sociedade limitada empresária, portanto, com finalidade de lucro. Nuzman é o administrador dessa sociedade, que tem como sócio majoritário o Comitê Olímpico do Brasil (“COB”) e as demais quotas distribuídas entre as Confederações Olímpicas do país. Portanto, é uma empresa como outra qualquer, que pode distribuir lucros,  ou pode até falir. O Co-Rio 2.016, muito mal gerido, acumula dívidas privadas ao redor de R$ 200 Milhões. Impossível precisar o valor do rombo porque os gestores não divulgam os números. Pelos planos originais, cumprido seu papel de organizar os Jogos Olímpicos, a sociedade Co-Rio 2.016 deveria ser legalmente liquidada. Mas isso não será juridicamente viável. As dívidas e inúmeras ações ajuizadas contra a empresa a fazem ter um patrimônio jurídico negativo vultoso que impedirá sua extinção, enquanto isso não for resolvido. E, para desespero dos credores, ao menos por ora, não há luz no fim do túnel. Nuzman tentou pedir ao governo federal que lhe desse dinheiro a fundo perdido, para tapar o buraco. Claro que lhe foi negado. E não existe outra fonte de renda. A solução seria Nuzman responder, como administrador da empresa, responder com seus bens pessoais. Se restar comprovado que Nuzman geriu mal a sociedade, criou confusão patrimonial, agiu em detrimento à lei e ao contrato social, é possivel que os Magistrados desconsiderem a personalidade jurídica do Rio 2.016 e determinem que seu administrador empenhe os próprios bens para satisfazer os credores. Quem sabe, até, poderiam os credores propor uma Medida Cautelar para que Nuzman, desde já, abstenha-se de negociar seus bens, para que uma futura sentença judicial favorável aos credores não seja em vão. E vejam que estamos falando, apenas, dos credores privados. Deve ser investigada a situação fiscal da Rio 2.016. Se a empresa não está pagando os credores particulares é bem possível que não esteja recolhendo tributos. O fato é que, com tudo isso, a empresa não pode fechar. E corre o risco, inclusive, de ter sua falência requerida pelos credores. Isso lembra os Jogos de Montreal, em 1.976, em que o comitê organizador ficou pagando seis débitos por mais de trinta anos. Com o agravante de que alguns de seus gestores foram presos.

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