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Comitê Olímpico do Brasil Precisa Rejuvenescer.

maio 5, 2017

Muitas Confederações esportivas estão modernizando seus estatutos, fugindo das estruturas engessadas que as transformaram em verdadeiras capitanias hereditárias. Recentemente, a Vela e o Atletismo fizeram modificações importantes em seus estatutos, democratizando as modalidades. Isso incomoda muito o Comitê Olímpico do Brasil (“COB”). Claro que o COB negará essa afirmação. Mas tenham certeza que esses movimentos inquietam bastante o COB. Quanto mais atrasado, quanto mais conservadora for a carcaça do esporte, mais fácil é para o COB manter o seu status de poder. O estatuto do COB admite que somente aqueles que tiverem sido eleitos para um dos poderes da entidade e que nele permanecerem por, pelo menos, cinco anos (na prática são dois mandatos), podem ser candidatos a presidente e vice presidente. Ou seja, no caso prático atual, somente quem houver sido eleito para um poder do COB na chapa do Nuzman e com ele permanecer no poder por, pelo menos, cinco anos poderá almejar a presidência e vice-presidência do COB. Se a pessoa foi eleita na chapa de Nuzman e com ele permaneceu no poder por cinco anos, evidente que as chances de surgir alguma chapa de oposição são extremamente diminutas. Ou passam a ser nulas, quando o mesmo estatuto obriga que uma chapa, para ser aceita, deve contar com o apoio formal de, pelo menos, dez confederações. Todas essas idiossincrasias olímpicas foram inseridas no estatuto durante a gestão de Carlos Nuzman, temeroso que é de perder o poder. Pudesse qualquer pessoa ser candidata ao COB, como reza a democracia, certo que Nuzman já teria sido defenestrado de lá faz tempo. Nuzman não tem estofo para enfrentar, democraticamente, alguns nomes consagrados da nossa administração desportiva. É anacrônico que uma entidade como o COB, que recebe milhões de dinheiro público por ano, não possibilite que qualquer cidadão brasileiro no gozo de seus direitos possa ser candidato a presidente e vice-presidente.

O COB, ao promover encontros com atletas para debater governança corporativa, finge que quer mudar algo. Faz esses encontros para enganar. Se o COB realmente quisesse promover alguma modernização, proporia, de imediato, uma mudança profunda nas regras estatutárias, tornaria a escolha da Comissão de Atletas por voto direto e não por escolha de Nuzman, faria eleições diretas também para a Academia Olímpica Brasileira e não por escolha pessoal de Nuzman, publicaria no website todos os contratos que assina com terceiros para revelar as cifras envolvidas (não deve haver cláusula de sigilo quando se contrata com dinheiro público) e um monte de outras coisas.

Posso assegurar a Você que o COB torceu o nariz para ótima decisão da Vela, de dar o poder maior da assembleia geral aos atletas e à parte técnica da modalidade. Vai que a moda pega e o COB é forçado a fazer o mesmo. Nuzman tem que sair e da seu lugar a gente com cabeça arejada.

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One Response to “Comitê Olímpico do Brasil Precisa Rejuvenescer.”

  1. Carlos Arthur NUNES Says:

    Caro Sr. Murray,

    Lhe informo em primeira mão, que na próxima assembléia geral, uma medida será deliberada visando a democratização das eleições no comitê.

    Qual seja:

    Os medalhistas olímpicos com número de medalhas de ouro do Michael Phelps tb terão direito à voto nas próximas eleições.

    Att. Carlos Arthur NUNES.


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