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Há muito que o esporte olímpico mundial passou por uma devassa. As acusações comprovadas de compra de votos para a escolha dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Salt Lake City, ainda na gestão Samaranch, levaram o COI a passar por relevantes transformações. O COI vem tentando se mostrar transparente a fim de recuperar e manter sua credibilidade. No Brasil, o esporte olímpico nunca foi investigado como deveria, apesar de várias denúncias bem fundamentadas que já foram publicadas por competentes jornalistas investigativos. Acho que pelo fato de o Rio ter sido escolhido sede doa Jogos de 2.016, houve um pacto velado para não expor ao mundo as mazelas do nosso esporte, pelo que esse segmento foi poupado. Após os Jogos do Rio, considerando os bilhões de Reais de dinheiro público despejados  no evento, com legado insignificante e com a regressão absoluta do patamar esportivo do Brasil, está é a hora de investigar.

Claro que há Confederações sérias, com bons presidentes, que estão corrigindo erros do passado para galgar condições melhores. Mas ainda há muitas Confederações velhacas, que não perceberam que o Brasil não comporta mais atitudes autoritárias, mesquinhas, opacas, como se estivessem acima da lei. Desde o final do certame olímpicos, algumas Confederações já entraram na linha de tiro das autoridades. O petardo mais eficaz, até agora, foi na CBDA, cuias suspeitas de ilicitudes já vêm de longe. Certamente a CBDA não é um caso isolado. Há Confederações que agem em conluio. Vejam a reportagem de Lúcio de Castro, que comprovou documentalmente que a CBV era responsável, perante o Ministério do Esporte, a controlar as contas da CBDA. Há muito mais do que isso, obviamente. É necessária uma rigorosa devassa na cadeia olímpica de poder em nosso país. Lembrem-se, também, que Sérgio Borges, da SB Promoções, segue preseo e era o consultor de várias Confederações. Antes disso, ele ocupou um cargo muito importante na diretoria da CBV e sua mulher foi secretária particular de Ary Graça.  É preciso entar de vez no emaranhado das relações í lntimas entre os promotores do esporte olímpico nacional. É necessário desmontar essa espinha dorsal que, há tantos anos, recebe uma imensidão de dinheiro governamental e o tem administrado tão mal e com transparência quase zero.

 

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