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Carlos Nuzman é candidato à presidência da Organização Deportiva Panamericana (“ODEPA”). Se vencer, será o segundo brasileiro a presidir a entidade. Meu avô, Major Sylvio de Magalhães Padilha, foi durante muitos anos primeiro vice-presidente da ODEPA e seu presidente na década de 70. Em 1.992, na Assembleia Geral da ODEPA, em Acapulco, no México, Major Padilha foi eleito presidente honorário vitalício da entidade.

Pois bem, se Nuzman for eleito presidente da ODEPA, será uma maneira honrosa dele sair dos holofotes aqui no Brasil. E isso seria conveniente para Nuzman. Ele foi um dos maiores defensores da ideia de que os Jogos Olímpicos seriam justificáveis no Rio em razão do legado que deixariam. Na medida em que se está claro que as promessas de legado eram um engôdo, é questão de tempo para que os artíficies da aventura Olímpica sejan duramente questionados pela sociedade, pelo Ministério Público e pela Justiça. E Nuzman estaria, com Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Orlando Silva e outros na linha de frente desses questionamentos. Eles foram os líderes do movimento.

Se Nuzman for para a ODEPA e se a chapa realmente esquentar no Brasil, ele pode licenciar-se do COB, sob o pretexto de que tem cuidar dos assuntos do esporte panamericano.

E sair de cena no Brasil, esperando que lhe esqueçam.

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