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Hoje o Le Monde, jornal respeitadíssimo, levanta suspeita de corrupção na eleição do Comitê Olímpico Internacional (“COI”), que deu ao Rio o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2.016. Hoje, um colega advogado alemão me pergunta se o povo brasileiro vai assistir passivamente a destruição do legado olímpico no Rio, após tanto dinheiro público despejado ali.

Parte do “legado olímpico” do Brasil pode estar no exterior, sob a forma de Convênios, edificações e incentivos esportivos a outros países. Durante a campanha para os Jogos Olímpicos 2.016, os organizadores brasileiros fizeram várias viagens não oficiais para países da África e do Oriente Médio. Digo não oficiais, porque o COI não permite que os  representantes das Cidades candidatas façam visitas frequentes aos membros votantes. Então, as viagens que eram feitas assim o eram em “caráter pessoal”, sem registros oficiais. Muitas vezes os deslocamentos eram feitos de carro de um país ao outro, para não haver registros de aquisição de passagens aéreas. As agendas de viagens constavam dos registros internos do Itamaraty. Ministros e autoridades brasileiras estiveram várias vezes em países do continente africano, para “fomentar o esporte naquela região.”

Durante o período de campanha olímpica, seria de bom alvitre investigar os Convênios que autoridades brasileiras assinaram com países da África, para incentivo do esporte na região, que contemplaria, entre outras coisas, construções de prédios. Há de se investigar, entre muitas outras coisas, com que recursos foi construído o prédio em que, atualmente, funciona a sede do Comitê Olímpico de Moçambique. Seria muito bom investigar, ainda, se para dar roupagem de legalidade aos incentivos olímpicos, o BNDES, de alguma forma, participou dos negócios.

É possível que alguns países tivessem recebido, de forma antecipada, o legado olímpico que deveria ser dos cariocas e dos brasileiros.

Investiguem!

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