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Ricardo Moura e o “Calor Humano” da Natação

agosto 13, 2016

O superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (“CBDA”), Ricardo Moura, deu entrevista muito ruim ao Sportv. Indagado sobre os resultados da natação do Brasil, que foram abaixo das expectativas, em face do vultoso investimento de dinheiro público havido na modalidade, o dirigente esquivou-se  da pergunta da pior maneira possível. Afirmou ele que “o maior legado dos Jogos era o calor humano”,  referindo-se à torcida e apontando para as arquibancadas.

Segundo publicou o sempre correto José Cruz, a CBDA recebeu cerca de R$ 83 Milhões nesse ciclo Olímpico, fundamentalmente de dinheiro estatal. Por isso, com muito mais razão, Ricardo Moura deve ser transparente e atacar a questão de frente, prestando todas explicações necessárias. Afinal de contas, Ricardo Moura administra dinheiro do povo. Se a única coisa que ele tem a dizer é que o “legado é o calor humano”, fica evidente que ele não tem condições de comandar a Confederação, coisa que deseja fazer assim que Coaracy Nunes se aposentar, nos próximos meses. O discurso vazio, escamoteado, mambembe, de Ricardo Moura mostra rigoroso despreparo para estar nessa posição.

Não estou aqui exigindo medalhas. Estou, sim, pedindo que Ricardo Moura preste contas de sua gestão, recheada de muito dinheiro público, que promova amplo debate para saber o que foi feito certo e o que não foi.

Torcida e calor humano não sugam R$ 83 Milhões de dinheiro público.

Pior ainda é que a CBDA não publicou em seu website os balanços financeiros dos dois últimos exercícios, o que contraria a lei.

A entrevista de Ricardo Moura é mais uma prova contundente de que é necessária ampla renovação nos quadros que comandam os desportos aquáticos do Brasil.

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8 Responses to “Ricardo Moura e o “Calor Humano” da Natação”

  1. Mudança na CBDA já !!! Says:

    Diante do fracasso rotundo da nossa natação no Rio é evidente que só podiam dar uma desculpa esfarrapada dessas.

    Aliás ontem até a gloriosa Cingapura (um minúsculo país do tamanho de Porto Alegre encravado na costa da China) conquistou uma medalha na natação… e de ouro ainda por cima.

    Já o país anfitrião…

  2. Vicente Alves Says:

    Saudações. Formatando o Atleta S/A no ambiente de mídia digital. Com a crescente fidelização proporcionada pela mídia digital aos eventos esportivos, o investimento privado brasileiro poderá democratizar dividendos da formação de atletas ao mercado de capitais, por títulos lastreados em seus direitos de arena e mídia, desvinculados de direitos trabalhistas com os clubes , previstos nos contratos desportivos. Estes ativos podem gerar dividendos em mudanças da legislação brasileira referente ao monopólio atual da Caixa Econômica Federal, nos jogos de azar. A concessão a bancos nacionais e internacionais de apostas, das competições e eventos esportivos poderão criar eventos locais e regionais com padrões internacionais. Não apenas os direitos de mídia, televisiva ou digital, poderão reger direitos de imagem dos atletas. Mas concessões de imagem a permissão de apostas, poderão gerar importantes dividendos em ações no mercado de capitais.

  3. Vicente Alves Says:

    Saudações. Alto rendimento em esportes aquáticos, apenas com mais crianças na água ? A afirmação, passa longe do que pode ser um planejamento estratégico para as modalidades aquáticas. Desde Ricardo Prado, o treinamento para alto rendimento mundial na natação, já era nos Estados Unidos. Falta convergência de interesses, e política interministerial focada para o alto rendimento esportivo. As universidades, clubes esportivos, iniciativa privada, poderão, mediante incentivo por politica pública de formação e manutenção de centros de treinamento de alto rendimento, dispor de vários profissionais de diversas áreas para convergir trabalho profissional para tal objetivo. Acreditar que apenas estatística (mais crianças na água) sem investimentos direcionados contribuirão para a massificação da prática das modalidades aquáticas, ignora o básico, que é o fomento público e privado na atividade esportiva.

  4. Joao M D Pimenta Says:

    Eu vi essa declaração infeliz do sr. Ricardo Moura no momento em que passou no SportTV. Também achei lamentável. Muita conversa fiada. A quem quer iludir? A impressão que me deixou foi de alguem arrogante, que não admite os próprios erros e que, pior de tudo, não respeita a inteligencia de seu interlocutor. “Legado da natação é o calor humano” kkkkkk…

  5. Vicente Alves Says:

    Saudações. E quantos treinadores medalhistas temos em cada olimpíada, em função das medalhas dos atletas que foram treinados por eles ? Quem faz esta conta ? E quem faz estratégia de política de esportes com base também nesta conta ? Por que o Comitê Olímpico Internacional não destaca essas informações ?

  6. Vicente Alves Says:

    Saudações. A meta para a formação de atletas no Brasil poderia ser baseada em atletas medalhistas em Olimpíadas, não apenas em contagem de medalhas, estipuladas erroneamente e ardilosamente pelo COI, por obscuros interesses. E por que não a contagem de medalhas por atletas medalhistas ? Ou Michel Phelps tem mais importância para o esporte mundial do que países inteiros (Índia, por exemplo) ?

  7. Vicente Alves Says:

    Saudações. A mentira que os nadadores americanos ajudam a viabilizar há décadas , e que todos ainda acreditam. Nunca este internauta viu nem ouviu na mídia o quadro de atletas medalhistas, apenas quadro de medalhas. Esta forma ,atualmente aceita , pelo comitê olímpico internacional e pela mídia esportiva, distorce a importância das modalidades esportivas para uma efetiva política de formação de atletas em um país. Este internauta viu quatro medalhas de ouro para o Brasil, duas para duas atletas de regatas olímpicas e duas para dois jogadores de vôlei de praia. Por que somente são contadas duas medalhas, se as respectivas modalidades exigiram dois atletas, para vencer a medalha ? Política de esportes, em um país é para pessoas e atletas medalhistas. Esta absurda hipertrofia da natação, por exemplo, em importância em relação a outras modalidades, distorce a importância de modalidades, principalmente coletivas, onde o Brasil vai bem .


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