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Prefeitura do Rio Compra Ingressos Dos Jogos Olímpicos Para Doar

maio 30, 2016

Foi anunciado que a prefeitura do Rio de Janeiro comprará 547 mil ingressos dos Jogo Olímpicos e Paraolímpicos, para doar a servidores municipais, alunos da rede pública municipal de ensino e pessoas portadoras de deficiências. A matéria está, hoje, no UOL e é assinada por Vinícius Konchinski.

Algumas questões devem ser observadas sobre esse tema:

A iniciativa da prefeitura do Rio é boa. Muito importante que o acesso aos Jogos Olímpicos sejam democratizados e que pessoas que não poderão comprar ingressos devido ao elevado custo, estejam presentes nessa grande festa que, em boa parte, eles estão pagando. Um dos mais importantes legados olímpicos é mensagem que o esporte pode deixar para a população do Rio e do Brasil. Isso é importante para criar a mentalidade olímpica e esportiva no Brasil.

Entretanto, nota-se que, com exceção dos jogos finais mais importantes, a maioria das competições, pelo menos até o momento, não tiveram ingressos vendidos como era esperado. O Comitê Olímpico Internacional (“COI”) não gosta que imagens de televisão mostrem muitas cadeiras vazias nas competições olímpicas. E faz a recomendação de que, se ingressos encalharem, os organizadores locais deem um jeito no assunto. Lembrem-se de quem em Londres, essa questão foi abordada pelo COI, pelos organizadores e pela imprensa especializada. Assim, inclino-me a crer que, embora boa, a iniciativa da prefeitura do Rio não é de moto próprio. Tivessem os ingressos sido vendidos a contento, não me parece que teriam feito essas doações. De qualquer modo, muito bom que pessoas terão acesso a esse momento único que são os Jogos Olímpicos.

Outro ponto muito bem levantado pelo sempre coerente José Cruz, é o fato que o Poder Público deveria ganhar esses ingressos e não compra-los. Isto porque o Poder Público deu isenções fiscais bilionárias ao COI. Ainda citando José Cruz, um relatório do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, ainda não votado, constatou que a Cidade/Estado do Rio de Janeiro deixará de arrecadar R$ 38 bilhões em tributos, por conta dessas isenções para realizar os Jogos Olímpicos. São isenções concedidas entre 2.009 e 2.016. Por essas e outras é que o Estado, aos poucos, vai quebrando e deixando de pagar os salários dos aposentados, ou deixar de adquirir itens básicos para a saúde, habitação, educação, transporte e segurança, que afetam diretamente a vida do cidadão. Por isso, argumenta José Cruz, com sabedoria, que esses ingressos deveria ter sido doados ao Poder Público e esse item deveria ter feito parte e ter sido negociado na lei que concedei isenções ao COI.

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One Response to “Prefeitura do Rio Compra Ingressos Dos Jogos Olímpicos Para Doar”

  1. Vicente Alves Says:

    Saudações. São, entre outros motivos, três principais causas do 7 a 1 alemão na Copa. 1. A massificação da formação de atletas induzida pela mídia digital. A mídia, intimamente ligada ao alto rendimento esportivo, pode induzir os cadastros públicos de atletas em diversas modalidades, servindo ao interesse em massificação da formação de atletas. A estrutura das confederações e federações podem e devem ser abertas a eleições mais democráticas e periódicas, com maior participação de atletas, evitando a simples terceirizacao de gestões, garantidas em obscuras e antidemocráticas eleições. Uma Agência Nacional do Esporte, fiscalizando e regulando estas eleições e gestões, seria um grande avanço na gestão pública e privada do esporte nacional. Incentivaria a melhor formatação de ativos e eventos do esporte, para mais empresas de mídia, aumentando a renda dos clubes, e dinamizando o setor. 2. Alterações dos Limites temporais dos contratos desportivos. O avanço a proteção temporal dos contratos dos clubes com os atletas é fundamental. Ajudará a formar mais e melhores atletas pelos clubes. O projeto de Lei Geral do Futebol Brasileiro prevê, em seu artigo 33, A Bolsa de formação que terá duração de até 6 anos, para atletas em formação dos 14 aos 21 anos. Já em seu artigo 38, permite a partir de 16 (dezesseis) anos de idade, o primeiro contrato especial de trabalho desportivo com seu clube formasdor , cujo prazo não poderá ser superior a 5 (cinco) anos, com preferência para a primeira renovação deste contrato, cujo prazo não poderá ser superior a 3 (três) anos. 3. O monopólio de jogos de azar, e loterias, pela Caixa Econômica Federal , empobrecem o investimento privado nos clubes pelas apostas, que deveriam ser por empresas de mídia nacionais e internacionais idôneas, aumentando a gama de apostadores em escala global, extendendo – se , inclusive a mais modalidades. Com mais investimentos privados, os clubes poderão viabilizar modernos CTs e formar muito mais atletas, em diversas modalidades.


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