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Os Gastos Públicos E As Promessas Olímpicas.

setembro 13, 2015

Hoje na página A 3 da Folha de São Paulo o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, escreve um artigo em que promete que após os Jogos Olímpicos a cidade será outra, transformada para melhor. Para mim, o que Eduardo Paes pretende fazer com o artigo de hoje é tentar justifica a gastança desenfreada de dinheiro público em um momento econômico muito delicado da nação. O povo se pergunta por que nesse momento de arrocho gasta-se tanto dinheiro com algo que se poderia considerar supérfluo, que são os Jogos Olímpicos. Não seria melhor acertar as contas públicas, despender esse dinheiro público com obras para melhorar as condições de vida da população da cidade e do Estado? Daí Paes sente a necessidade de dar explicações.

Lembremo-nos de que para os Jogos Panamericanos, em 2.007, as promessas que os políticos e os organizadores fizeram ao Brasil foram de que haveria no Rio de Janeiro a grande transformação. O orçamento explodiu em 1.000%, gastou-se R$ 4 bilhões de dinheiro público e não houve transformação alguma, legado zero, esportivo e para a infra estrutura da cidade.

Na Copa do Mundo de Futebol o discurso foi o mesmo. O governo federal despejou cerca de R$ 35 bilhões. E os benefícios em favor do povo foram inexistentes, embora políticos e cartolagem, mais uma vez, tenham prometido mundos e fundos.

Para um governo que entrega ao Congresso Nacional uma proposta de orçamento deficitário, em um país que ainda há muita miséria, falta de moradia, comida, escolas, saúde, segurança, saneamento básico, tranporte público de qualidade é de indagar, mesmo, se vale a pena investir bilhões em grandes eventos esportivos. Países com qualidade de vida e níveis de desenvolvimento muito superiores ao Brasil, recentemente, ao consultarem a população, não apresentaram cidades candidatas a Jogos Olímpicos por entenderem que haviam outras prioridades.

Considerando que as mesmas pessoas que organizaram o Panamericano de 2.007, estão organizando os Jogos Olímpicos de 2.016, não acredito que teremos coisas boas e diferentes.

As obras que Paes diz que estão sendo feitas poderão ser vistas no futuros e analisadas efetividade vis-a-vis custos.

Por ora, o que temos já é a certeza de uma promessa importante quebrada. A Baía da Guanabara, que prometeram despoluir, vão dar só um “tapa”. E depois dos Jogos Olímpicos tudo voltará ao normal, ou seja, um lugar bonito, mas fétido e poluído.

 

 

 

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4 Responses to “Os Gastos Públicos E As Promessas Olímpicas.”

  1. Vicente Alves Says:

    Saudações. O “bolsa atleta” é um paliativo , que é parte da solução do problema estrutural da ausência de política específica para a formação do atleta no Brasil. Por um lado , na iniciação ao esporte, falta convênios com escolas e instituições de ensino, geograficamente interessantes para modalidades potenciais, para centros de treinamento a iniciação ao esporte, com técnicos, fisioterapeutas, outros, para detectar talentos e iniciar a lapidação do futuro atleta. Estes CTs deveriam ser conveniados em locais anexos a escolas e instituições de ensino . Para o alto rendimento, deveria haver claro incentivo do governo a formação de atletas de alto rendimento, tornando – a uma atividade altamente lucrativa. Além dos clubes, instituições de ensino superior podem ter seu próprio Centro de Treinamento de Alto Rendimento. A remoção da limitação estatal temporal de cinco anos para o primeiro contrato do atleta, artigo 29 caput da Lei Pele, 9.615 / 98, então permitindo o ajuste pelo mercado, incentivará os clubes e formadores de atletas de alto rendimento, a investir maciçamente na formação. A atividade, se incentivada, é altamente lucrativa. A criação de ligas independentes de clubes, é outra forma de incentivo ao alto rendimento. Direciona , de uma forma mais direta, o valor da mídia e da gestão comercial dos eventos, diretamente aos clubes. A reforma da gestão pública e privada do esporte nacional começa por onde termina: a indústria do entretenimento. Saudações. Pela política nacional de formação de atletas, (Estatuto do Atleta) prevendo, entre outros : 1. Centros de Treinamentos de Iniciação ao Esporte, em convênios com várias escolas e instituições de ensino idôneas, em localizações estratégicas, de acordo com a modalidade. A região norte do país, por exemplo , com várias áreas banhadas por rios , poderia formar vários atletas de canoagem. 2. Cadastro Nacional de Atletas, com registro em seu prontuário virtual, de resultados em competições. 3. Fiscalização externa das confederações, (licitações, eleições, execução de projetos com verbas, nepotismo, incentivo à criação de ligas esportivas, outros) por órgão específico, (Agência Nacional do Esporte). 4. Limitação a reeleição indefinida nas confederações e federações, com participação do voto dos atletas.

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  2. Vicente Alves Says:

    Saudações. O futsal e outras modalidades como novo paradigma na gestão esportiva brasileira. A indústria do entretenimento é fundamental ao desenvolvimento de um país neste século XXI. Para seu desenvolvimento, a estabilidade institucional de um país é fundamental, evitando limitações ideológicas , possibilitando a livre divulgação de mídia de eventos. O interesse internacional cada vez crescerá mais no entretenimento esportivo brasileiro, face ao gigantesco potencial inexplorado, e, como momento pontual, o câmbio favorável. O futsal como exemplo, formador de inúmeros atletas, inclusive no futebol de campo, pode realizar a convergência necessária para a formação e evolução das ligas independentes de clubes. Com aporte numérico muito menor, torna-se muito mais maleável a resultados, permitindo maior equilíbrio e competitividade. Exemplo ? Santa Catarina se destaca nesta modalidade .

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  3. Vicente Alves Says:

    Saudações. Democratização na participação de eventos esportivos. A transparência das ligas esportivas independentes, bem como da administração de cada clube, possibilitarão a melhor formação do atleta, democratizando as oportunidades, inclusive aos investidores. Pela formação e estruturação , com transparência, dos fundos de investimento em clubes e ligas esportivas, democratizando a possibilidade de investimentos privados.

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  4. Vicente Alves Says:

    Saudações. Fundos Imobiliários & Fundos Esportivos. Com a estruturação relativamente recente dos fundos imobiliários, estes poderão realizar e simplificar a captação de recursos e investidores via plataformas digitais de fidelidade a clubes e ligas esportivas independentes das diversas modalidades. É imperativo a formatação das ligas esportivas independentes, como forma de investimento alternativo, sendo importante opção ao investidor particular. A limitação estatal temporal de cinco anos para o primeiro contrato do atleta, artigo 29 caput da Lei Pele, 9.615 / 98, se removida, sem prejuízo ao Estatuto da Criança e do Adolescente, pode e deve ser dinamizada atendendo às necessidades nacionais de formação de atletas e de investimentos privados. A fidelização a fundos imobiliários pode ser induzida pela associação com o esporte.

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