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O Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan.

agosto 9, 2015

Encerrado o Mundial de Esportes Aquáticos em Kazan, na Rússia.

A China foi a grande vencedora da competição com 15 medalhas de ouro e 35 no total. Bateu os EUA, justamente na última prova em disputa. Quebrou uma hegemonia norte-americana que já perdurava 14 anos e 6 edições da competição.

A última vez que os EUA foram suplantads na classificação final foi em Fukuoka, em 2001, quando a Austrália foi a grande vencedora.

O Brasil terminou a competição na 13ª colocação com apenas 1 medalha de ouro e 7 no total.

Desde a edição de 2011 disputada em Shanghai, o Brasil vem despencando na classificação geral.

Acompanhe o quadro:

EDIÇÃO POSIÇÃO

Xangai 2011 4º

Barcelona 2013 8º

Kazan 2015 13º

No quadro geral de medalhas também houve nítida regressão em relação à edição anterior.

Acompanhe o quadro:

EDIÇÃO OURO PRATA BRONZE TOTAL

Barcelona 2013 – 3 2 5 10

Kazan 2015 – 1 4 2 7

Portanto, redução de 30% no total de medalhas conquistadas pelo Brasil.

Na natação, desde a edição de 2009 disputada em Roma, o Brasil não terminava a competição sem conquistar uma medalha de ouro.

Acompanhe o quadro:

EDIÇÃO OURO PRATA BRONZE

Roma 2009 – 2 1 0

Xangai 2011 – 3 0 0

Barcelona 2013 – 2 0 3

Kazan 2015 — 3 1

A única medalha de ouro do Brasil na edição de 2015 foi conquistada nas maratonas aquáticas.

Nas provas olímpicas da natação o Brasil conquistou apenas 2 medalhas em Kazan (os 50m livres e os 200 medley masculino).

Ao passo que na edição anterior, disputada em Barcelona em 2013, foram 4 as medalhas em provas olímpicas (50m livres, 100m peito, 200 e 400m medley).

Portanto, redução de 50% do número de medalhas em provas olímpicas.

Natação masculina

Na natação masculina, se o Brasil havia chegado a 16 semi-finais e a 11 finais na última edição da competição (Barcelona 2013), em Kazan 2015 foram 15 semi-finais e 8 finais.

Portanto, regressão no número de finais e semi-finais disputadas.

Acompanhe o quadro:

EDIÇÃO FINAIS SEMI-FINAIS

Barcelona 2013 – 11 16

Kazan 2015 – 8 15

* Não estão computados os revezamentos mixtos que só estrearam na
edição deste ano.

Natação feminina

Na natação feminina, se o Brasil havia chegado a 3 semi-finais e a uma final na última edição da competição (Barcelona 2013), em Kazan 2015 foram 7 semi-finais e também uma final.

Verifica-se assim aumento no número de semi-finais disputadas mas o mesmo número de finais.

Portanto uma tímida evolução da nossa natação feminina.

Acompanhe o quadro:

EDIÇÃO FINAIS SEMI-FINAIS

Barcelona 2013 – 1 3

Kazan 2015 – 1 7

* Não estão computados os revezamentos mixtos que só estrearam na
edição deste ano.

Natação em águas abertas

Nas maratonas aquáticas também ocorreu uma pequena redução no número de medalhas conquistadas.

Acompanhe o quadro:

EDIÇÃO OURO PRATA BRONZE TOTAL

Barcelona 2013 – 1 2 2 5

Kazan 2015 – 1 1 1 3

As questões que se levantam:

1) Para uma país que está em vias de sediar os Jogos Olímpicos, os resultados e o desempenho da nossa natação em Kazan, não eram para ter sido na curva ascendente e não na curva descendente, conforme se verificou ?

Ao menos é isso que ocorre (melhora no desempenho e resultados) com os países que estão em vias de sediar os Jogos Olímpicos.

2) Os clubes, até hoje as células mater do esporte brasileiro, investem na formação de atletas. Mas isso vem diminuindo e não é suficiente.

Mas esta insistência em manter o nosso sistema esportivo calcado exclusivamante nos clubes, os quais a maioria da nossa população não têm acesso e, em muitas vezes ,a garotada não dispõe do dinheiro sequer para a passagem do ônibus para se locomover até o clube e vice-versa, vai elevar a natação brasileira à condição de potência mundial ?

Ou o mais sensato seria que o nosso sistema esportivo fosse transferido e fundamentado primariamente nas escolas e universidades, como ocorre nos Estados Unidos, por exemplo ?

3) Como vai se popularizar a natação e os demais esportes aquáticos, se a maioria do nosso povo não pratica e não conhece estas modalidades ?

E não conhecendo não se pode gostar.

Da quantidade de praticantes, tira-se a qualidade, ou seja, os campeões.

Talvez, também, massificar as transmissões dos esportes aquáticos nos meios de comunicação não seria um ponto favorável? Pouco, quase nada, se mostra na televisão dessas modalidades.

As principais competições do calendário da natação brasileira não são transmitidas, ou o são de forma incompleta.

E as principais competições internacionais (como o Mundial de Kazan, por exemplo) fecha a transmissão na TV por assinatura.

Também há de se conferir se o vultoso dinheiro público que é investido na Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, por meio dos Correios, da Lei Piva e de repasses do Ministérip do Esporte estão sendo bem aplicados, bem administrados, em prol dos atletas e dos técnicos.

Os Desportos Aquáticos também devem ligar o sinal amarelo a um ano da Olimpíada em casa. E também com relação ao seu futuro.

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One Response to “O Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan.”

  1. Semáforo Says:

    Sinal amarelo ??

    Esse eu já liguei pra Tóquio 2020, Toronto 2024…

    Para o Rio 2016 o sinal já tá vermelho a horas.


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