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Atletas “Mercenários” Proliferam Nos Esportes Olímpicos.

fevereiro 1, 2015

Se alguém disser que o Catar passou a ser uma potência no handball pelo vice campeonato mundial estará equivocado. O Catar, jogando em casa, com medo de dar vexame, naturalizou nove atletas para compor sua seleção e, por isso, fez boa campanha. O desenvolvimento do handball do Catar na sua base continua, entretanto, fraco como sempre foi.

O que o Catar fez com sua equipe de handball não é novidade. Tem sido prática corrente em vários países e inúmeras modalidades.  Países do Golfo têm contratado a peso de petrodólares atletas africanos para disputar provas de atletismo, de fundo e meio fundo.

Países da Comunidade Europeia têm feito a mesma coisa.

Nos Jogos Panamericanos, EUA, Canadá, República Domenicana já contrataram chineses para disputar orovas daquela competição.

Os cartolas do Brasil vem, há alguns anos, importando atletas de outras nacionalidades para compor sua equipe olímpica de 2.016, com o objetivo desesperado de atingir o número de medalhas que prometeu ao governo. Isso é um fato grave, porque em vez de fomentar a base e o real desenvolvimento dos atletas genuinamente brasileiros, a cartolagem olímpica nacional gasta parte do dinheiro público que lhe é destinada para naturalizar estrangeiros e pagar-lhes os altos salários que cobram para competir por outra nação.

Conhecemos os mercenários de guerra, aqueles que ficam perambulando pelo oriente médio até que uma organização, ou célula, os contratem para uma função pontual. Cumprida essa tarefa, voltam a ficar por aí, até que outro os contratem novamente. Esses atletas são parecidos. Não obtêm vagas nas equipes de seus verdadeiros países e, assim, ficam à disposição de outros países que os queiram contratá-los/naturalizá-los para disputar uma competição internacional importante.

Sou contra isso e acho que o Comitê Olímpico Internacional e as Federações Internacionais devem tomar providências. Uma coisa é o atleta que, nascido no exterior, tem pai, mãe, ou ambos, brasileiros. Este é brasileiro por direito. Outra coisas é sair pelo mundo em busca dos “mercenários” do esporte, dispostos a competir por um país completamente estranho ao seu, por um punhado de dinheiro. Sem contar com “empresários” e intermediadores, que ganham com isso.

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