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Os Estádios da Copa das Copas Depois da Copa.

julho 14, 2014

Não restam dúvidas que vários do estádios construídos para a Copa do Mundo virarão elefantes brancos. Por mais que se diga que eles serão “arenas multi uso” é sabido que serão subutilizados e o seu custo de manutenção altíssimos. São estádios em locais que não clubes de futebol, tampouco são rota de shows importantes, de artistas de renome que lotam grandes espaços com frequência. Não precisa ir longe. O Engenhão, construído a preços superfaturados para os Jogos Panamericanos do Rio, em 2.007, tornou-se um estorvo para o Município de tal forma que o Botafogo assimiu sua administração a preço de banana, considerando o que de dinheiro público injetou-se naquela obra que, aliás, estará fechada até 2.016 pelos riscos de desabamento do teto.

Pois bem, repito aqui a sugestão que já dei em várias oportunidades, inclusive neste Blog. Os estádio de futebol construídos para a Copa do Mundo, que tiveram financiamento público (dinheiro do BNDES é público, sim) devem tornar-se, entre outras coisas, centros gratuitos de desenvolvimento de educação física e iniciação desportiva para a população carente, que não tem acesso ao esporte. Convênios devem ser, também, assinados com escolas públicas para que possas utilizar esses espaços para seus alunos. Nos editais de licitações desses estádios, visando a transferência de suas administrações para a iniciativa privada, deve constar essa cláusula e condição. Sei que a FIFA não permite que ao redor dos estádios construa-se pista de atletismo. Mas finda a Copa, deve ser obrigação que vem vier a administrar esses estádios promova uma reforma de maneira que seja construída uma pista de atletismo, o que não atrapalhará os jogos de futebol e outras atividades. As partes internas dos estádios também devem servir para a promoção e a massificação de outros esportes, tais como criar salas adequadas à prática de esgrima, levantamento de peso, boxe, luta olímpica e judô, por exemplo. Mesmo os estádios que pertencem a clubes de futebol, mas que receberam incentivo público e renúncia fiscal devem entrar nesse rol. É a contrapartida que podem dar, a longo prazo, para o povo, cujo dinheiro sustentou a construção e a reforma dos estádios.

O esporte e a saúde do Brasil agradecerão. E dessa massificação poderão, sempre, sairem telentos.

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