Gerações Olímpicas de 2.020, 2.024 ……

Primeiramente quero cumprimentar o floretista gaúcho Pedro Marostega, do Clube Náutico União, pelo décimo quarto lugar obtido no campeonato mundial cadete e juvenil de esgrima, hoje, na Bulgária. Esse resultado classifica o atleta para os Jogos Olímpicos da Juventude, em agosto, na China. A determinação do Pedro, o apoio de seus técnicos, clube e do seus pais são essenciais para essa conquista. Imaginem se o Pedro vivesse em um país com uma política esportiva de Estado e que tivesse das autoridades governamentais e olímpicas o apoio que merece. Pedro é fruto do esforço dele próprio e do clube formador. Que não venha, agora, nenhum cartola querer apropriar-se das conquistas dele. Pedro é uma das exceções, em um país que o apoio aos atletas mais jovens são ignorados.

Junto com um amigo deste Blog, acompanho os resultados das delegações brasileiras nos campeonatos mundiais menores e juvenis, em diversas modalidades. São resultados muito ruins, de um modo geral. Há um, ou outro, atleta que medianamente se destaca porque são talentos naturais. Essa, que seria a geração olímpica de 2.020, 2.024 e seguintes vislumbra um futuro sombrio para o Brasil.

Nunca gastou-se tanto dinheiro com o esporte olímpico do Brasil. Em Atlanta 96 cada medalha olímpica custou ao país R$ 4,4 Milhões. Em Londres 2.012 cada medalha custou R$ 123 Milhões. Ou seja, gastaram muito e mal. São administradores incompetentes. A maior parte desse dinheiro não chega às mãos dos técnicos e atletas. Fica parada em mordomias dos cartolas e nas administrações faraônicas das entidades desportivas. Após Londres o governo prometeu investir R$ 2,5 Bilhões no ciclo olímpico.

É natural que o país que sedia a Olimpíada tenda e ganhar algumas medalhas a mais, até porque tem o direito de participar com mais atletas. Portanto, é possível que o Brasil em 2.016 ganhe mais medalhas, embora não muitas. Se isso ocorrer, a cartolagem do mal vai alardear que estamos rumo a ser uma potência olímpica. Mentira. O que nos espera são ciclos olímpicos muito mais difíceis. Basta ver os resultados das nossas equipes juvenis. E se o Brasil em 2.016 não ganhar mais medalhas, dirão que os frutos virão em 2.020.

O governo federal tem que deixar de terceirizar o Ministério do Esporte, entregue sempre a partidos políticos incompetentes. Aldo Rebelo não entende nada de esporte e é muito fraco. O Comitê Olímpico Brasileiro tem que sair das mãos da administração trêmula de Nuzman e sua turma. Temos que estabelecer uma política esportiva de Estado e fomentar a massificação.

É inaceitável que os atletas ainda tenham que viajar com agasalhos emprestados, paguem por seu transporte, alimentação e hotel. É vergonhoso, este que uns cartolas chamam de “país olímpico.”

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Um comentário em “Gerações Olímpicas de 2.020, 2.024 ……

  1. Republicou isso em Blog do Prof. Jean Magno.

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