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Bernard Rajman É Membro Do Comitê Olímpico Internacional No Brasil, Mas Nuzman Não Gosta Que Isso Seja Claramente Divulgado.

abril 3, 2014

Quando Nuzman fez 70 anos teve que sair do Comitê Olímpico Internacional (“COI”). Esta é a regra. Nuzman fez de tudo para mudá-la, de forma que ele pudesse permanecer no órgão até os 80. Não conseguiu emplacar o seu casuísmo. E na assembléia geral do COI que houve em Londres 2.012, a lei foi cumprida e Nuzman, junto com outros dois septuagenários deixaram de integrar o COI. Pelo estatuto da entidade, todo membro do COI que nele tiver servido por pelo menos uma década, ao completar 70 anos, ganha, automaticamente, o título honorífico de “Membro Honorário Vitalício”. Isto significa que esses membros honorários podem continuar assistindo às assembléias gerais do COI, sentam no fundo da sala e não têm direito a voto. Quando Nuzman tornou-se membro honorário, ordenou o seu serviçal de imprensa que soltasse uma nota que contava mentiras dizendo apenas verdades. Para não não dizer que estava deixando o COI, o borrabotas de imprensa de Nuzman prestou-se ao ridículo papel de emitir uma nota à imprensa em que dizia que, por iniciativa do presidente Jacques Rogge, Nuzman havia sido nomeado, por unsnimidade, membro honorário e vitalício do COI. A nota tosca, própria do mau jornalismo, induzia o leitor incauto ao erro. Dava a impressão de que o nosso Pajé Olímpico fora agraciado com um prêmio extraordinário, conferido somente a ele. Nada disso, estava apenas sendo cumprido o estatuto e o que ocorrera com Nuzman era o ordinário. Em Londres, naquele mesmo dia, circulei uma nota a imprensa e a desportistas esclarecendo os fatos.

Com a saída de Nuzman do COI, abriu-se uma vaga para o Brasil que, mais tarde, veio a ser ocupada por Bernard Rajman. De novo Nuzman instruiu seu vassalo de imprensa a minimizar o fato e não dar, na medida do possível, publicidade à escolha do novo representante do COI no Brasil. Note-se que pelo estatuto do COI o correto é dizer que a entidade possui seus representantes nos países e não o contrário. Então, ainda que Nuzman não queira que isso seja divulgado, porque não admite que alguém brilhe mais que ele, o fato é que Bernard Rajman é o membro do COI no Brasil. É ele quem vota, que opina, que tem poder, quem decide. Nuzman, hoje, é mera figura decorativa no COI.

Mas percebam como Nuzman inibe Bernard. Basta ver as fotografias em que aparecem Bernard, Nuzman e os membros do COI, sempre quando estes estão no Brasil. Bernard aparece acanhado, no canto, como se não quisesse ofuscar Nuzman.

A realidade, ainda que Nuzman não queira divulgar, é que o membro efetivo do COI no Brasil é Bernard Rajman e não mais Carlos Nuzman. E, aliás, justamente porque sabe que não é mais membro efetivo do COI é que Nuzman na alteração do estatuto do Comitê Olímpico Brasileiro (“COB’), colocou que são membros natos do órgão aqueles que são, OU FORAM, membros do COI.

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