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Ary Graça Deve Afastar-Se da FIBV.

março 13, 2014

As provas carreadas aos autos por Lúcio de Castro são irrefutáveis. Há evidências inquestionáveis de que durante a gestão de Ary Graça na Confederação Brasileira de Voleyball (“CBV”), a entidade pagou comissões indevidas a pessoas de suas relações pessoais e ligadas à entidade. Indevidas porque o Banco do Brasil afirmou, categoricamente, que os repasses do dinheiro público dos patrocínios foram feitos sem intermediários. Então é óbvio que o pagamento das comissões é imoral e sem base jurídica.

Pela minha formação de advogado militante, defendo aos acusados o direito de ampla defesa, pelo que Ary e sua turma não devem ser sumariamente julgados. Eles têm o direito ao devido processo legal. Mas, ao mesmo tempo, sou favorável que, enquanto as investigações estiverem em curso, Ary Graça deve afastar-se da Federação Internacional de Volleybal (“FIBV”), a quem a CBV é subordinada. Os atuais diretores da CBV também não podem permanecer em seus cargos enquanto houver a investigação. É óbvio que se essa gente acusada de improbidade mantiver-se no poder enquanto correm as investigações, existe a grande possibilidade de que eles destruam provas, sumam com documentos, dificultem o livre acesso dos auditores independentes às contas e contratos da CBV. Aliás, é por essa razão que corriqueiramente são decretadas prisões preventivas, justamente para que impeça a ocultação, desaparecimento e destruição de provas.

Além de Ary Graça continuar sendo o chefe dessa gente da CBV, as comprovadas acusações que recaem sobre ele, por si só, já lhe tiram credibilidade para exercer o cargo mais alto na hierarquia do volleyball mundial. Por isso, ele não pode continuar no posto. Por razões similares, outros cartolas foram expulsos de Federações internacionais e do COI. O tratamento com Ary Graça não pode ser diferente. Ele tem que sair. E como bem frisou José Cruz em seu post de ontem, as investigações na CBV devem retroagir à era Nuzman na CBV, já que desde então é rigorosamente o mesmo grupo político que está no poder.

Por tratar-se de dinheiro público, também defendo a suspensão imediata de repasses de verba estatal para a CBV e a rescisão, por justa causa, do contrato por iniciativa do Banco do Brasil. Também acho que o Banco do Brasil pode ter ação de perdas e danos morais contra a CBV e seus diretores.

Acho que o Ministro Aldo Rebelo é, fraco, lento e tipicamente um político, daqueles que não gostam de comprar brigas, que preferem sempre acomodar as situações e levam tudo em banho maria. Mas em casos sérios com esse que envolve a CBV, não se pode hesitar. Espero do Ministro Aldo Rebelo uma atitude enérgica, para esclarecer os fatos e moralizar a CBV.

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