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Comitê Olímpico Brasileiro Contrata Consultora Britânica, Afronta Técnicos Brasileiros E Não Revela O Valor.

dezembro 24, 2013

Chama atenção a matéria da Folha de São Paulo de Hoje que anuncia ter o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) ter contratado Sue Campbell, 65 anos, para atuar como consultora da equipe brasileira na preparação dos Jogos Olímpicos de 2.016. Campbell ficou conhecida por dirigir a UK Sport e ter conseguido ampliar significativamente o número de medalhas do Reino Unido em dois ciclos olímpicos. Ocorre que ao exercer esse papel em seu País de origem, Campbell tinha uma base sólida para trabalhar, havia o desenvolvimento de uma política de Estado para o esporte britânico de forma que os frutos colhidos também foram produto de um exaustivo trabalho de base, de esporte para todos, coisa que o Brasil definitivamente não tem. Aqui no Brasil insistem em querer construir a casa começando pelo telhado.

E mais uma vez o COB recusou-se a dizer quanto está pagando a essa consultora inglesa. Lembremos que o Decreto que regulamenta a Lei Piva obriga que todos os gastos do COB sejam precedidos por licitação, pois o dinheiro que eles manuseiam é público. Mais uma vez não houve licitação. E a falta de transparência permanece. Não entendo porque não revelar, de cara limpa, quanto a consultora Sue Campbell, cuja obrigação inicial será vir ao Brasil três vezes no primeiro semestre de 2.014, está custando aos cofres públicos. Enquanto o COB resfastela-se com seus consultores estrangeiros, que pouco, ou nada, terão a contribuir, o Brasil tem técnicos de altíssimo gabarito, em várias modalidades, ganhando bem menos do que deveriam e que poderiam ser estimulados, incentivados a por em práticas seus excelentes projetos de massificação e aperfeiçoamento do esporte. Por que recorrer a consultores estrangeiros se temos no Brasil excelentes técnicos que estão subutilizados? Por que gastar dinheiro com consultores externos enquanto ainda temos atletas de alto nível com salários atrasados e recebendo muito pouco? O COB continua com essa visão tosca, elistista e magalômana do esporte.

E por falar em consultores externos, também gostaría de saber que fim levou Steve Roush, outro consultor estrangeiro contratado pelo COB nos EUA a peso de ouro, cujo valor do contrato também nunca foi divulgado.

A política do COB de dar muito dinheiro público a técnicos e consultores estrangeiros em total detrimento dos nossos excelentes treinadores é um tapa na cara, uma afronta ao que aqui dentro temos de melhor.

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