O Texto de Laurete Godoy Ao Panathlon Club do Brasil Em Celebração Ao Dia Olímpico.

PANATHLON CLUB DE SÃO PAULO

Comemoração do Dia Olímpico Internacional – 2013

Os Jogos Olímpicos foram instituídos na Grécia Antiga para promover a paz.

776 antes de Cristo – realizados em Olímpia, cidade sagrada, os primeiros Jogos Olímpicos a serem firmados nos registros públicos. A partir daí, a cada quatro anos, três meses antes da cerimônia de abertura da grande festa esportivo-religiosa, os espondóforos, mensageiros encarregados de proclamar a trégua sagrada, percorriam o território helênico e anunciavam a boa nova: “QUE O MUNDO ESTEJA LIVRE DO CRIME, DO ASSASSINATO E DO RUÍDO DAS ARMAS”.

Os conflitos eram suspensos e a alegria espalhava-se pelo país, na expectativa de mais uma jornada a ser promovida em honra a Zeus – dono e senhor do Olimpo, imagem da justiça e da razão, da ordem e da autoridade. Com o passar do tempo a Grécia entrou em decadência e, no ano 146 a.C., foi transformada em província romana.

393 da Era Cristã – Teodósio I, O Grande, imperador de Roma, aboliu oficialmente o festival que representou uma das mais extraordinárias contribuições da Grécia à História.

Paris, 1894 – por iniciativa do pedagogo e humanista francês Pierre de Coubertin, em um congresso realizado na Sorbonne, Universidade de Paris, representantes de vários países aprovaram a reinstituição dos Jogos Olímpicos. Dois anos mais tarde, em Atenas, aconteceram os I Jogos Olímpicos da Era Moderna. A partir daí, até 1912, foram realizados quadrienalmente. Por força da Primeira Guerra Mundial ocorreu cancelamento daqueles que seriam promovidos em 1916. Reiniciado após a guerra, o movimento olímpico atingiu o apogeu em 1936, nos Jogos de Berlim. O aperfeiçoamento dos meios de comunicação transformou os campeões olímpicos em heróis internacionais. O mundo aplaudia seus ídolos com entusiasmo.

Os Jogos Olímpicos de 1940 e 1944 não foram realizados – Segunda Guerra Mundial. Vários países perderam seus mais valorosos campeões.

“O esportista foi visto na Infantaria, Artilharia, Aviação ou Marinha. Envergando a farda, confundido entre milhares de compatriotas, já não era o grande nome aplaudido nos estádios pela multidão. Era o “praça número tal”. Transformara-se em número apenas. Pois esse número foi um grande soldado. Foi alemão, brasileiro, inglês, francês, polonês, finlandês, italiano, soviético, romeno, grego ou norte-americano.

O esportista esteve em toda a parte e morreu em quase todas as batalhas. Seu nome repleto de glórias esportivas apagou-se em silêncio. Todos eles foram patriotas, acorreram ao primeiro apelo e tomaram bravamente a posição que lhe indicaram. Um dia qualquer receberam uma ordem: “MORRE!”

… e eles, disciplinadamente, morreram em nome de seu ideal.” (Texto condensado da crônica O ATLETA DESCONHECIDO – Almanaque Esportivo Olympicos – 1945-1946.

Fácil imaginar-se a consternação geral provocada pelas perdas e pelo rastro de destruição deixado pelo maior conflito bélico do século passado. Mas o espírito olímpico, com sua mensagem de paz e união precisava sobreviver. Foi o que aconteceu.

Estocolmo, 1947 – Quadragésima reunião do Comitê Olímpico Internacional. Joseph Gruss, médico e professor da Universidade de Praga propôs uma jornada olímpica anual, para que não perecesse o ideal que inspirou Pierre de Coubertin. Posteriormente, por sugestão do COI, a fim de ser divulgado o movimento olímpico e sua filosofia, poderão ser comemorados pelos Comitês Nacionais um Dia Olímpico ou Semana Olímpica. Serão promovidos no mês de junho, para lembrar a renovação dos Jogos, que foi aprovada em 23 de junho de 1894.

Essa comemoração anual manterá viva a chama de amor e respeito ao esporte, que pela primeira vez foi acesa e divulgada em 776 a.C. , do outro lado do mundo, no outro lado do tempo. A partir de 1948 o desejo de unir pelo esporte espalhou-se por diversos países.

Foi assim que, impulsionado pelo mesmo ideal e sob o lema do LUDIS IUNGIT, no dia 12 de junho de 1951, na cidade de Veneza, ocorreu a fundação do Panathlon Internacional.

E neste mês de junho, tão importante para os movimentos Olímpico e Panathlético, louvamos as iniciativas dos valorosos esportistas que nos antecederam e que tiveram a brilhante ideia de buscar a paz, promovendo a união pelo esporte, a exemplo dos antigos gregos.

Cumprimentos especiais ao Panathlon Club de São Paulo que, com pompa e circunstância, comemora anualmente o DIA OLÍMPICO INTERNACIONAL.

Lauret Godoy

                                                                                                                               Panathleta e autora do livro

Os Olímpicos – Deuses e Jogos Gregos

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1 thought on “O Texto de Laurete Godoy Ao Panathlon Club do Brasil Em Celebração Ao Dia Olímpico.

  1. Enquanto isso, de maneira inédita, algumas federações estaduais da Cbda, estão publicamente se colocando contra o atual presidente (eterno,alias).
    Sabe o que acho? Como o sr Coaracy publicamente disse que rompeu com Nuzman, este começou através das federações da Cbda a fritar o sr Coaracy, pois ele tem que tira-lo do caminho como sempre faz. Aguarde e verás!

    Curtir

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