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A Cidade de São Paulo Está Caótica, A Começar Pelo Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.

junho 4, 2013

Chegar do exterior é sempre um choque. Claro que é bom voltar para casa, mas inegável que estamos anos luz atrás da civilização, locais em que se há respeito pelo cidadão. O aeroporto de Guarulhos foi maquiado por uma empresa privada que passou a administrá-lo. Mas continua horroroso. Na hora do rush, por volta das 5h30min da manhã, quando pousa a maioria dos voos internacionais, as filas são intermináveis, barulhentas, terríveis, um péssimo cartão de visitas para quem chega ao País. É certo que em outros aeroportos movimentados também há filas e muita gente. Mas são bem mais organizados e os responsáveis estão sempre buscando soluções para minimizar os problemas. Começa que, nesse horário do rush aéreo, não há fingers para todos os aviões e muitos deles desembarcam seus passageiros no pátio, quesão obrigados a entrar naqueles ônibus velhos que os levam até o terminal.

As esteiras de bagagem são poucas e estreitas. Nunca foram renovadas desde a fundação do aeroporto. As malas saem aos borbotões e não cabem nas esteiras e vão caindo pelo caminho. Os espaços são apertados e as pessoas acotovelam-se para chegar até suas bagagens. É uma cena péssima. Faltam carrinhos de malas. os banheiros são repletos e mal limpos.  As filas de taxis são medonhas. Hoje, por exemplo, para entrar no taxi tinha-se que esperar por cerca de meia hora em uma fila que dava voltas e que se era difícil saber aonde terminava. A fila era, sobretudo, mal organizada. Não havia sequer aquelas fitas que determinam por onde a fila deve andar.

O caminho que leva do aeroporto ao centro da cidade é invariavelmente ruim, vias engarrafadas. Hoje, por alguma razão, estava especialmente pior. As marginais não andavam. Daí o motorista sai por ruas alternativas, que fazem um trajeto de cerca de quarenta minutos levar mais de duas horas. E passa-se por vários bairros de São Paulo, os quais raramente vou. São bairros feios, mal tratados, com lixo acumulado, ambulantes desconexos, pichações, trânsito caótico e arquitetura medonha. É bom voltar a esses bairros e ver que São Paulo, como um câncer, cresceu desordenadamente.

Ouve-se no rádio que um vigilante morreu em frente à escola, baleado, tentando defender-se de um assalto. Vê-se que mais um prédio de apartamentos foi assaltado. São desses crimas que nos chocam por cinco minutos, mas que de tão banais, incorporaram-se á vida da cidade que não damos a eles a importância, ou gravidade, que deveríamos. São Paulo banalizou-se com a violência, não somente a física, mas a intelectual, moral, visual, sonora e todas as outras.

Isso sem falar em todos os muitos crimes de toda ordem que ocorrem todos os dias nas zonas ainda mais pobres da Cidade.

E São paulo não era assim. A Cidade não tem sido minimamente capaz de resolver seus problemas. Lembrem de dez, vonte anos atrás e terão certeza de que as coisas não eram tão ruins. E os que mais sofrem são os pobres, que dependem dos serviços públicos, tão precários, inexistentes. Serviço público ineficiente é cidadania mais do que precária.

Imaginem na Copa? Não, vejam agora. E na verdade a Copa que se dane. Precisamos de uma Cidade melhor não é por causa da Copa. É por causa dos brasileiros, já.

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