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Vitória da Disciplina.

abril 25, 2013

Todos sabem que aos Jogos Olímpicos de 1.936, em Berlin, o Brasil enviou duas delegações, uma da CBD e outra do COB, que havia sido criado no ano anterior.

O Comitê Internacional Olímpico não admitiu a briga entre a CBD e o COB e exigiu que as equipes se unificassem, sob pena de ninguém competir. Nesse clima, os atletas brasileiros viveram os dias que antecederam a inauguração dos Jogos.

Meu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, recordista sulamericano nos 400 e 110 metros sobre barreiras, inegrava a equipe do Brasil. Ele me contava que a grande maioria dos atletas brasileiros, achando que não competiriam, trocavam as noites calmas na Vila Olímpica por noitadas em Berlin. O argumento deles era que não iriam competir mesmo e, ainda que o fizessem, não teriam nenhuma chance. Então que aproveitassem Berlin.

Meu avô, disciplinado que sempre foi e comprometido com o País que o enviara a Berlin para representá-lo, desde que chegou à Alemanha, não arredou o pé da Vila. Sua rotina era treinar, alimentar-se e descansar, procurando-se manter calmo, como retratam jornalistas que cobriram aquele certame Olímpico.

O resultado veio. Foi o primeiro atleta da América do Sul a atingir uma final olímpica em atletismo, ficando em quinto lugar e, mais uma vez, quebrando o recorde sulamericano.

Três anos mais tarde, em 1.939, ganhou da Helms Atlhetic Foundation o troféu de melhor atleta do mundo.

Pena que em 1.940 e em 1.944, a Guerra privou o mundo dos Jogos Olímpicos.

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