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A Notícia do Passado de Marin Corre o Mundo. Que Cara Queremos Mostrar ao Mundo?

abril 19, 2013

A notícia de que o presidente da CBF e do COL foi ligado à ditadura já corre o mundo. Vários importantes órgãos de imprensa têm noticiado que autoridade maior do futebol brasileiro foi parlamentar que deu sustentação política ao regime opressor, tendo, inclusive, posteriormente, sido vice-governador e governador de São Paulo pelo partido da ditadura. O enfático discurso de Marin elogiando o temível delegado Sérgio Paranhos Fleury também já foi noticiado pela imprensa internacional.  O próprio Marin tenta, agora, relevar a importância de sua atuação política durante a ditadura. E chama de revanchistas aqueles que rememoram sua trajetória.

Não se trata de revanchismo. Como escreveu Juca Kfouri em sua genial coluna de ontem, na Folha, ninguém quer Marin preso, ou morto. Apenas não é factível que uma das maiores festas do esporte mundial seja conduzida por um homem ligadíssimo ao regime que tanto mal fez ao Brasil, que fulminou as liberdades de expressão, que prendeu, torturou e matou. A figura de Marin, ou de qualquer outro que tenha tido a mesma trajetória política é a antítese do esporte. O Brasil está dizendo que a nossa Copa será a “Copa de Todos”. O Ministro Aldo Rebelo ressalta que levar a Copa a todas as regiões do País é necessário para democratizar e popularizar a festa, para que todos os brasileiros possam dela desfrutar. Esporte é sinônimo de igualdade, de relacionamento desprovido de preconceitos, com o intuito de unir pessoas e celebrar a paz. Como, então, ter na presidência da CBF e do COL um homem que representou exatamente o oposto da mensagem que o futebol que levar ao mundo?

E qual será a mensagem que o Brasil dará ao mundo? O Brasil moderno quer que os bilhões de espectadores assistam à nossa Copa do Mundo sendo aberta por um homem ligado à ditadura? Será que o Brasil não foi capaz de arejar suas estruturas a tal ponto de permitir que um sustentáculo da ditadura apareça nas telinhas de tv declarando aberta a Copa do Mundo? Naquele que se diz o País do Futebol, o único a ganhar cinco títulos mundiais, não há ninguém melhor para representá-lo aos olhos do mundo? O futebol que produziu Leônidas, Garrincha, Pelé, Zito, Nilton Santos, Clodoaldo, Tostão, Rivellino, Zico, Romário, Rivaldo e tantos outros não foi capaz de mostrar ao mundo uma cara diferente da de Marin?

A hora está chegando e a oportunidade é única. Um dos maiores legados que um País pode ter ao organizar esses grandes eventos é aproveitar da melhor maneira possível a sua exposição na mídia para o mundo. Nós não queremos que a nossa cara na mídia seja a do Marin, justamente pelo passado político que ele tem.

A sociedade brasileira tem que pressionar, cada vez mais, de forma que seja irresistível e irreversível a sua saída da CBF e do COL.

Não vamos perder a grande chance de mostrar ao mundo a face de um País moderno, democrático, voltado para o futuro.

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