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O Conclave, O COI E O Nuzman.

março 14, 2013

Esses Conclaves de Cardeais para eleger o Papa lembram-me muito as eleições do Comitê Internacional Olímpico (“COI”). Assim como no Vaticano, o COI tem muitos dignatários, rituais, protocolos, suspenses, coisas boas e ruins. Quem já conviveu eleições no COI sabe o que estou dizendo. O COI também tem suas facções internas, os mais progressistas e os conservadores. E é muito corporativista de tal forma que acaloradas discussões que ocorrem lá dentro ficam nas salas de reuniões. Fora de lá, os membros são unidos e fazem questão de mostrar ao mundo exterior que, acima de tudo, são coesos. O COI também tem seus membros honorários que, aos setenta, ou oitenta anos (dependendo da data em que entraram para a entidade, perdem o direito de voto e de serem votados. Podem assistir às sessões calados e, quando solicitados pelo presidente, manifestam-se como aconselhadores. Este é o caso de Nuzman que, ao fazer setenta anos em março de 2.012, perdeu o assento de membro ativo de COI. Os honorários sentam no fundão dos auditórios em que ocorrem as sessões plenárias.

A apresentação no novo presidente eleito é solene. Após votarem, os membros reunem-se todos em um palco. O chefe do protocolo tira de um envelope o nome do novo mandatário e o anuncia ao planeta.

O anúncio da primeira eleição de Jacques Rogge para seu mandato inicial como presidente do COI aconteceu dessa forma. Enquanto o nome de Rogge era anunciado e ele aplaudido por todos, lembro-me de Nuzman em pé, umas duas fileiras atrás dele, esticar-se todo, dar um passinho à frente, espremer-se entre outros dois membros e dar una tapinhas nas costas do novo presidente, querendo cumprimentá-lo pela eleição. Claro que Nuzman queria, naquele gesto, aparecer nas televisões do mundo e mostrar-se próximo ao escolhido. A hora do cumprimento e a forma foram totalmente inapropriadas, fora de contexto e constrangedoras. Mas Nuzman não se preocupou. Eu já o ví, ao vivo e em cores, tomar atitudes assim em outras ocasiões. Já escrevi sobre elas no Blog. Uma foi no México, em que se enfiou entre o Samaranch e o Mario Vazquez Rana no momento em que ambos adentravam o salão de conferências da ODEPA, tendo pedido para um fotógrafo registrar a cena. Foi patética. O Richer também viu e olhou para mim em sinal de desaprovação. Outra vez foi em Sidney, em que ao ver o filho de Samaranch entrar no lobby do hotel, saiu correndo do restaurante em que estava e foi atrás dele no elevador, subindo e fazendo salamaleques quaisquer.

Nuzman foi, por duas vezes, candidato à membro da Comissão Executiva do COI. Perdeu as duas.

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