Home

O COB E A CBDG.

fevereiro 16, 2013

Muitas matérias têm sido publicadas na imprensa brasileira e internacional sobre a interferência estatal na Confederação Brasileira de Desportos no Gelo e na Confederação Brasileira de Badminton, o que fere de morte os princípios mais elementares da Carta Olímpica.

Sobre o caso do Badminton, desconheço os termos do processo judicial. Já sobre o Gelo, lí documentos do litígio.

Apesar de a Carta Olímpica proibir interferência estatal nos órgãos da Família Olímpica, eu entendo que nenhuma dessas entidades está acima da lei de seus respectivos países. Ou seja, o Badminton e o Gelo não estão acima das leis do Brasil e, portanto, não podem se furtar a cumprir com as decisões do Poder Judiciário local. Portanto, a questão não é ambas as Confederações serem parte em processos judiciais.

O grande problema da questão da Confederação Brasileira de Desportos do Gelo é que o Comitê Olímpico Brasileiro ingressou no processo judicial, como terceiro interessado, peticionando contra a sua Confederação filiada. A questão é que o Comitê Olímpico Brasileiro, em vez de atacar judicialmente a sua Confederação filiada, deveria defendê-la. Portanto, natural que se uma Confederação dirigente de esportes olímpicos sente-se ameaçada pelo seu próprio Comitê Olímpico, recorra à entidade máxima, qual seja, o Comitê Olímpico Internacional.

Claro que o Comitê Olímpico Brasileiro atua contra a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo porque seu presidente, Eric Maleson, é oposição a Carlos Arthur Nuzman.

Certamente que se algumas das Confederações olímpicas que representam a tropa de choque de Nuzman na Assembleia Geral fossem rés em processos judiciais, a atitude do Comitê Olímpico Brasileiro seria outra.

Se o Comitê Olímpico Brasileiro quer litigar com a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, deveria buscar o CAS/TAS, Tribunal maior de resolução de disputa, assim reconhecido por todas as entidades dirigentes do desporto olímpico.

O Comitê Olímpico Internacional deve investigar porque o Comitê Olímpico Brasileiro ingressou em um processo judicial para atacar sua filiada. Essa é a questão central.

Anúncios

One Response to “O COB E A CBDG.”

  1. Celso Says:

    Caro Alberto, o maior problema é que segundo a Carta Olímpica do COI, o Comitê Olímpico de qualquer país, deve em primeiro lugar proteger seus membros, no caso as Confederações filiadas, orientar quando houver um problema, dar toda a assistência necessária, etc,etc.
    Nunca o COB fez isto no caso do Badminton no Brasil. Nunca se interessaram em tentar ajudar em alguma coisa, nada. A única coisa que fizeram, foi após uma solicitação oficial minha, me enviaram uma declaração , assinada pelo Dr Richer, onde dizia que não havia nenhum problema nas prestações de contas de 2005 ate 2011.
    Na realidade, aconteceu uma coisa muito estranha. O COB enviou uma advogada de seu Departamento Jurídico (Ana Paula) para uma reunião direto com a juíza que estava cuidando do caso, na cidade de Campinas. Não avisaram ninguém, não me procurou, não se soube qual foi o assunto, NADA. Estranho não? Porque enviar uma advogada? O que ela veio fazer aqui? Para que falar direto com a juíza? Um mistério .
    Quando a juíza colocou um interventor, aí que a coisa ficou totalmente desorganizada e caótica, pois este interventor deveria fazer a eleição em 60 dias. Por minha sugestão expliquei aos filiados para entrarem em contato com o COB para ajudá-los nesse problema, pedir orientação de como fazer a eleição, e resolver o mais rápido possível e tudo voltar ao normal. Sabe qual a resposta do órgão máximo olímpico do Brasil? Não vamos fazer nada, é problema de vocês!! Com isso a justiça nomeou o primeiro interventor, destituiu este mesmo interventor, nomeou-o novamente 1 semana após destituí-lo, e depois nomeou um segundo interventor, uma beleza, o que era para ser resolvido em 60 dias levou 01 ANO!!
    Acho que esta não é atitude de entidade responsável pelo esporte olímpico no Brasil.
    No caso da CBDG, o caso é terrível. Invasão da sede no RJ, processo na justiça contra a filiada, etc,etc.
    Existem vários outros casos onde o COB poderia agir diferente mas eles mantém uma distancia grande com suas filiadas , cada uma que se vire.
    Eu sempre fui muito claro , aberto e honesto nas minhas opiniões quando em reuniões no COB. Votei contra o sistema que o COB queria usar nas eleições em 2008, mas nos 7 anos que lá participei, NUNCA fui procurado pelo Sr Nuzman para conversarmos sobre a modalidade, os planos, os problemas, etc. TODAS as vezes que com ele conversei (foram pouquíssimas) foi por iniciativa exclusivamente minha. A única vez que consegui uma reunião longa com ele foi durante os Jogos Sul-americanos em Medellín em 2010, onde durante uma café da manhã com ele, pude falar bastante sobre quase tudo da modalidade, problemas, soluções,etc . Para se ter uma idéia do distanciamento existente, nos 7 anos que freqüentei o COB, eu NUNCA fui na sala do Presidente. Não sei nem onde é !
    Obrigado e um abraço
    Celso

    Curtir


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: