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Rubens Paiva.

fevereiro 4, 2013

Talvez as gerações mais novas não tenham noção exata da importância histórica da matéria de capa que o jornal Folha de São Paulo traz hoje. Durante vinte anos o Brasil, aos trancos e barrancos, sobreviveu a um período de terror absoluto em que opinar contra o regime sujeitava o cidadão à prisão, tortura e morte. Gente sumia para nunca mais aparecer e as vozes oficiais sustentavam o embuste de que “tinham fugido”. Evidentemente que eram vítimas da didatura. Todos sabiam. Mas ninguém tinha sequer chance de questionar.

A ditadura que se instalou 1.964 jogou o Brasil em um dos piores momentos de sua história, matou gente, mutilou famílias, destruiu sonhos e impôs ao país um gigantesco atraso social, do qual até hoje sentimos seus reflexos negativos. Para curar vinte anos de ditadura são necessários, pelo menos, quarenta de democracia.

A reportagem da jornalista Patrícia Britto, na Folha de São Paulo de hoje, que comprova detalhes da prisão do Deputado Rubens Paiva, que culminou com seu assassinato nos porões do DOI CODI, é uma homenagem a todos aqueles que morreram, ou foram torturados pelas mãos insanas de gente sem escrúpulo. Não existe agressão maior de um ser humano a outro, do que a tortura e o assassinato. E no Brasil de 64, isso era coisa fácil de se fazer.

A história é triste e trágica. Mas deve ser sempre lembrada, de forma que as gerações futuras não permitam, nunca mais, que ditaduras tomem conta do Brasil.

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