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O Comitê Olímpico Brasileiro Não Tem Coragem De Peitar Políticos Para Defender Atletas E O Esporte.

dezembro 6, 2012

Hoje recebi um e-mail que está circulando e o qual repassei adiante, sobre o absurdo que é a venda do complexo desportivo do Ibirapuera. Acho que na hora H, a pressão será tanta, as manifestações contrárias serão tão grandes e o desgaste político incalculável, de tal forma que o governo recuará. Mas somente a ideia de se vender esse patrimônio esportivo do Brasil já é preocupante e lamentável. Fiquei estarrecido quando lí a matéria no Blog do Juca. Embora isso tenha talvez uma conotação puramente pessoal, fiquei muito triste quando ví que o governo Alckmin aproveitou a reforma no Ibirapuera para retirar as placas de bronze que faziam alusão às inaugurações do ginásio e da pista, nas quais quais constam os nomes de meu avô Sylvio de Magalhães Padilha e de meu tio Pedro de Magalhães Padilha. Em substituição, enfiaram uma placa enorme, um quase monumento, feito em cimento, enaltecendo o Governador Alckmin e o Secretário Pagura pela realização das reformas. E é desse jeito que, em todas as áreas, o Brasil vai sendo um país desmemoriado, em que cada político de plantão cuida do seu terreiro e conta a história do jeito que lhe convém.

De qualquer forma, muito mais importante do que as placas de bronze, é a preservação do complexo poliesportivo. De jeito nenhum podemos permitir que a ideia de vendê-lo avance, tome forma. O Brasil Olímpico é o avesso do esporte. Vão destruir o Parque Aquático Julio Delamare e a pista de atletismo Célio de Barros, para dar lugar a um estacionamento, no Rio. E em São Paulo, querem vender o Ibirapuera. desse jeito, com essa mentalidade, não há Bolsa Atleta, Lei de Incentivo que dê jeito. Bons resultados, medalhas, não se compram com dinheiro. Os recursos ajudam as condições de preparação. Mas, evidente, é necessário haver locais adequados de treinamento. Há dias assisti uma matéria na ESPN Brasil, na qual atletas com potencial olímpico diziam claramente quem após a destruição do Célio de Barros, não terão aonde treinar. Os Jogos de 2.016 serão mais um fiasco olímpico e governo dirá que deu o dinheiro necessário. Imitando as declarações de Nuzman às páginas amarelas da Veja, dirá que “os atletas não têm fibra, amarelaram”. Não adianta ter recursos se não mudar a mentalidade da gente que governa. Vender o Ibirapuera, destruir o Célio de Barros e o Julio Delamare indicam o que se passa nas cabeças dos políticos e demonstram que o esporte, nem de longe, é prioridade deles.

E do Comitê Olímpico Brasileiro não se ouve uma só palavra contundente contra essas barbaridades. Nuzman não tem coragem de enfrentar os políticos para defender o esporte e os atletas. Ele fica caladinho. Nuzman bajula os políticos. Em uma entrevista que deu ao Kennedy Alencar na Rede TV, antes de Londres 2.012, elogiou Collor e Sarney; disse que ambos tiveram sua parcela de importância da história do Brasil. Um dirigente tem que ter posições. Uma pessoa que merece respeito não há de ter medo de ter lado. É bem provável que Nuzman aprecie Collor e Sarney. Isso é problema dele. O que não se pode aceitar é ele fazer cara de paisagem quando se quer destruir praças esportivas tão importantes para o Brasil. Ou seja, os atletas, quando realmente precisam, não podem contar com o Comitê Olímpico Brasileiro para defender os seus interesses.

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