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A Vaga do Brasil no Comitê Olímpico Internacional.

dezembro 4, 2012

Lembremo-nos de que na Sessão do Comitê Olímpico Internacional que ocorreu antes da abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, Nuzman, por ter completado setenta anos em março, deixou seu cargo de membro efetivo da entidade. Nuzman, por ter servido ao COI por mais de dez anos, segundo o estatuto, adquire o status de membro honorário. Hoje são cerca de trinta membros honorários. Eles têm o direito de assistir às reuniões do COI, mas não podem votar, serem votados, participar de comissões, não podem ter nenhuma função executiva e, quando autorizados, podem manifestar-se. Nuzman quando foi alçado à condição de membro honorário do COI soltou uma nota à imprensa (que engoliu a trama), na qual contava mentiras apenas dizendo verdades. Nuzman disse que “por proposta do presidente Jacques Rogge, havia tornado-se membro honorário vitalício do COI”. De fato isso é verdade. Ocorre que tornar-se membro honorário não tem nada de extraordinário. Está previsto no estatuto. Só na Sessão de Londres foram três membros que se tornaram honorários, incluindo o nosso Pajé Olímpico. A nota de Nuzman não contava isso, bem como não esclarecia que ele perdia direito de voto e de exercer qualquer função executiva.

O fato é que com a saída de Nuzman e do dois outros do COI, ocorridas em Londres, abrem-se vagas para novos membros. E é mais do que natural que uma dessas vagas seja de um brasileiro. Afinal de contas, ainda que não seja pelas dimensões do país, a festa olímpica de 2.016 será na nossa casa. Para Nuzman, será um tormento ver outro brasileiro ser guindado à condição de novo membro do COI. Ele não gosta que ninguém, ao seu lado, brilhe mais do que ele. Mas terá que enfrentar essa situação. Acredito que em um futuro não muito distante, o COI terá um novo membro no Brasil.

E quem será esse membro? Como ele será escolhido? Pela Carta Olímpica, qualquer entidade reconhecida pelo COI pode submeter o nome de um candidato. Esse nome é primeiramente avaliado pela comissão de admissão de novos membros, passa pela Comissão Executiva e, posteriormente, é aprovado pela Assembleia Geral. Além do Comitê Olímpico Brasileiro, Federações Internacionais e organizações promotoras do Movimento Olímpico e do desporto podem indicar um nome. O ideal para o Brasil é que o nome a ser escolhido fosse alguém mundialmente respeitado, acima de qualquer suspeita, com sólidos ideais olímpicos e crença no esporte, aceito pelo povo brasileiro. Nuzman articulará para que seja alguém submisso a ele, dentro do possível, sem brilho próprio. Vamos torcer para que as articulações de Nuzman não deem resultados e que possamos nos orgulhar no próximo brasileiro que vier a ocupar um lugar no COI.

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3 Responses to “A Vaga do Brasil no Comitê Olímpico Internacional.”

  1. artur angelo Says:

    caro alberto, olha o que aconteceu na India. Será que a gente veria isso por aqui tambem?
    http://www.gsp.ro/sporturi/jo-2012/cio-a-suspendat-india-care-e-in-pericol-pentru-rio-376759.html

  2. aon Says:

    os cavalos estao no pareo! are u ready? I am f’ ready despite this crap brasilian sports politics! …entao quer dizer q uma fed. int’l pode indicar! Cool!!!

  3. Carlos Says:

    Tem a Marcia Peltier. Ainda não tem 70!!


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