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A Reeleição de Nuzman é Momento Triste para o Olimpismo do Brasil.

setembro 29, 2012

Dia 05 de outubro o esporte brasileiro dará vários passos atrás. Haverá eleição no Comitê Olímpico Brasileiro e, embora não conte com a simpatia de várias Confederações, Carlos Nuzman, o nosso Pajé Olímpico, figura como único candidato.

Nesse quadriênio as relações de Nuzman com as Confederações sofreu arranhões. A forma abusiva e autoritária desagradou diversos presidentes. No início do ano, uma reunião havida na sede do COB, Nuzman exasperou-se e crticou abertamente a performance de algumas modalidades. Nuzman alegava que dava às Confederações todas condições e estas não apresentavam resultado. Foi uma reunião tensa. Já prevendo o fracasso olímpico, Nuzman tentou jogar a conta nas costas das Confederações, como se ele próprio não tivesse nada com isso. Nesse dia, Nuzman deixou a reunião irritado, fez faniquito, não cumprimentou os representantes das Confederações.

O desagrado com Nuzman foi tanto que algumas Confederações engendraram um movimento oposicionista. Reuniram-se, por mais de uma vez, cerca de dez Confederações, para discutir alternativas à Nuzman. Os encontros deram-se no Clube Marimbás, no Rio. As Confederações ensaiaram o lançamento da candidatura de Ary Graça, para uma transição tranquila. Ary não se fez de rogado e não desautorizou as Confederações rebeladas trabalharem seu nome para o COB.

Nuzman, ao saber das reuniões de oposição, tratou de convocar uma reunião na sede do COB para tratar de um determinado assunto, inventado por ele. A verdade é que Nuzman queria reunir as Confederações e, cara a cara, solicitar o apoio à sua reeleição. E foi assim que, nessa reunião convocada para outro propósito, de sopetão, Nuzman tirou da cartola um lista de apoio à sua candidatura, a qual fez com que os presidentes, constrangidos, assinassem. Dias mais tarde, Nuzman chamou Ary Graça ao Comitê e dele cobrou apoio público à sua reeleição. Ary, que viria a ser contemplado com a presidência da Federação Internacional de Volleyball, emprestou seu apoio a Nuzman. Depois constatou-se que, por um período, Ary estava com um pé em cada canoa.

Meses mais tarde, o presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, Eric Malesom, lançou sua candidatura de oposição, que foi solenemente ignorada por Nuzman, como se haver oposição fosse um insulto, uma desfaçatez.

Espero que a Assembleia Geral do COB, no dia 5 de outubro, às 11h30min., não seja mera formalidade. Será excelente se as Confederações, mesmo aquelas que votarão em Nuzman, estimulem o debate, exponham novas ideias, exijam mudanças, tracem novos rumos.

A reeleição de Nuzman é horrorosa para o esporte do Brasil, sem dúvidas. Mas, então, que as Confederações façam com que esse momento triste do nosso Olimpismo seja menos penoso ao Brasil.

Será fundamental que a grande imprensa esteja presente e que faça a Nuzman as perguntas necessárias.

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