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Arthur Zanetti Fou Formado Se, Ajuda Do Comitê Olímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Ginástica, Em Matéria de Rodrigo Mattos Hoje no UOL.

agosto 7, 2012

Campeão Zanetti foi formado sem ajuda da confederação ou comitê

RODRIGO MATTOS ENVIADO ESPECIAL A LONDRES

Londres 2012Arthur Zanetti é um atleta formado sem apoio da Confederação Brasileira de Ginástica, do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) ou de patrocinadores particulares. Só há poucos meses o ginasta passou a receber um suporte mais forte de algumas dessas organizações.

Rolf Vennenbernd/Efe
Arthur Zanetti beija a sua medalha de ouro, em Londres
Arthur Zanetti beija a sua medalha de ouro, em Londres

Antes disso, um trabalho de 14 anos feito pelo clube Sociedade Esportiva Recreativa Santa Maria, de São Caetano do Sul, e seu técnico Marcos Goto foram responsáveis por alçá-lo à elite da ginástica mundial.

Sua carreira começou em 1998, quando apareceu no clube aos oito anos. “Não fui eu quem o descobriu. Foi ele quem me descobriu”, brincou Goto. “Apareceram uns sete meninos lá. Ele era pequeno, forte e muito ágil. Tem o corpo ideal para as argolas.”

A partir daí, Zanetti teve apoio de uma equipe, incluindo psicólogo, com dinheiro da associação de pais do clube e do município. Ao apresentar resultados melhores, passou a ter viagens pagas pela confederação e pelo COB.

Mas sua estrutura para treino só melhorou com verba do clube. A confederação vendeu ao clube um tablado com subsídio. Há pouco tempo, Zanetti não tinha argolas de nível da Olimpíada. Isso apesar de a confederação ter ganho R$ 7 milhões do governo em 2011 para comprar aparelhos.

Só há três meses dos Jogos foi que ele ganhou as argolas do COB, após ser incluído no Time Brasil. No passado, chegou a usar aparelhos feitos pelo pai, que é marceneiro e estava ontem na arena.

Também foi só há dois meses dos Jogos que Zanetti passou a ser patrocinado pela Sadia. “Antes, teve proposta para ele sair do clube e ir para outro lugar para ganhar dinheiro”, contou Goto.

O treinador disse que espera que o resultado do atleta mude o cenário. “Vou cobrar”, afirmou o técnico.

Outra intenção do treinador, e do ginasta, é que o título olímpico acabe com o preconceito em relação à ginástica masculina no país. “Apesar de ser visto como esporte para meninas, os meninos também podem participar”, disse Zanetti.

MESMO APARELHO

“Para que mexer em time que está ganhando? Ele domina a argola”, disse o técnico sobre a possibilidade de o ginasta mudar de aparelho ou ampliar sua atuação. A intenção é que seja formada uma equipe masculina para os Jogos no Rio, em 2016.

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