A Casa Brasil Olímpica Em Londres É Acintosa.

A tal da Casa Brasil, durante os Jogos Olímpicos de Londres, será no suntuoso e tradicional Somerset House. A página da internet do Time Brasil, alimentada pelo Comitê Olímpico Brasileiro, discorre sobre as maravilhas da Casa Brasil. E também informa que o local se prestará a “divulgar as atividades do Comitê Olímpico Brasileiro.” Tentei achar nos informativos do Comitê Olímpico Brasileiro quanto custará a montagem dessa Casa Brasil. Não encontrei. Se alguém souber, por favor, publique um comentário com o valor. Certamente a manutenção da faraônica Casa Brasil durante todo período olímpico será uma fortuna.

Que o Comitê Olímpico Brasileiro queira promover suas atividades, na medida em que o Rio será sede dos Jogos de 2.016, é até compreensível. Mas há maneiras e maneiras de se fazer isso. O que me incomoda é gastar tanto dinheiro para essa função. É absolutamente desnecessário despender quantias vultosas para “promover o Brasil e o Comitê Olímpico Brasileiro”. Esse dinheiro seria de muito mais utilidade se fosse empregado na preparação de atletas. Talvez o Comitê Olímpico Brasileiro não saiba, mas ainda existe no país uma profusão de atletas que recebem muito pouco, ou nada. Por isso, enquanto falta o básico, é acintoso pagar muito dinheiro para sustentar um local nababesco que, além de servir para promoção pessoal, também se presta a faustosos coquetéis oferecidos pelo Comitê Olímpico Brasileiro à cartolagem e autoridades de outros países. Ou seja, o dinheiro brasileiro que poderia ser usado para melhorar a vida dos nossos atletas, é utilizado para alimentar autoridades estrangeiras e, ao mesmo tempo, cultuar a imagem da nossa pajelança olímpica.

Outros países também têm as suas “Casas”. Ocorre que, seguindo protocolos responsáveis na forma de tratar dinheiro público e de patrocinadores privados, as “Casas” de nações mais ricas e esportivamentes mais desenvolvidas, são bem mais modestas, adequadas.

É uma pena que ainda haja “autoridade brasileira” que aluga limosines de capota branca para passear em Nova York, que se esbalda tirando fotografias ao lado de carros caríssimos, que manda fechar lojas de departamentos para fazer compras, ou que faz a Casa Brasil em um suntuoso castelo londrino. São uma mistura de cafonice com síndrome de pequenos deuses e desprezo pelo dinheiro dos outros.

Tomara que nas festas que certamente serão organizadas na Casa Brasil Olímpica, os anfitriões e convidados não dancem com guardanapos nas cabeças, enquanto zombam da cara dos nossos atletas.

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2 comentários em “A Casa Brasil Olímpica Em Londres É Acintosa.

  1. O COB – dirigido por um ex-atleta e com uma grande quantidade de dirigentes e funcionários ex-atletas – teima em pensar que a Olimpíada é um evento para patrocinadores e empreiteiras. Jamais lembra dos artistas locais responsáveis pelo espetáculo: os atletas. Tudo está sendo deixado nas mãos das nossas historicamente incompetentes confederações, sem qualquer planejamento, cobrança de resultados ou organização. Tudo na base do deus dará, do acaso, da excessão! Exceto por uma festa-espetáculo no fim do ano, para criar mais oportunidades de aparecer na mídia, o COB não lembra dos atletas. Triste realidade.

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  2. Caro Murray,
    Só vai saber qto custou a Casa do Brasil em Londres, na prestação de contas do ME referente a 2012, que será publicada em 2013 ou 2014.
    Entretanto, com base no que foi gasto em Pequim, cidade com um custo de vida bem inferior do que Londres, veja no portal Contas Abertas, os gastos do COB bancados pelo ME para a elaboração da Casa Brasil na na China, e logo poderá ter uma idéia do quanto que o COB vai investir na capital inglesa por baixo.
    Link:
    http://www.portaldatransparencia.gov.br/rio2016/paginas/gastos-candidatura.asp

    Em gastos da Candidatura Rio 2016, verifique na segunda tabela onde está escrito:
    Recursos transferidos para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Objeto (na última linha da tabela antes do valor total).

    Com tanto atleta brasileiro que vai a Londres necessitando de apoio, nem o sultão de Brunei gastaria tanto para recepcionar seus convidados no palacete londrino.

    Abs,

    José Silva

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