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O Ministro Aldo Rebelo No Jornal Folha de São Paulo.

março 3, 2012

Hoje o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, esteve em sabatina no auditório do jornal de São Paulo. Ouvi no rádio os principais trechos. O Ministro esquivou-se das perguntas que exigiriam dele posições claras sobre temas polêmicos, como a manutenção em seus postos da cartolagem. Entendo que o Ministro de Estado deve ser diplomático. Mas ser polido não significa ficar em cima do muro. Mesmo sendo uma autoridade federal, responsável pelos rumos do esporte brasileiro, é impressionante como os Ministros que têm se sucedido no posto apequenam-se quando são indagados sobre a performance da cartolagem. Parece que os Ministros têm medo de dizer que são contra, ou favor, da CBF e do COB.

É importante frisar que, ao menos naquilo que ouvi, considerado o que de mais importante houve no encontro da sociedade, imprensa e o Ministro, tudo o que se falou foi sobre grandes obras, FIFA e Copa do Mundo. É mais uma evidência de que o esporte educacional, universitário, social, popular, da terceira idade, enfim, o esporte para todos, não tem qualquer importância.

Aquela atleta pobre que, não obstante a dinheirama pública que invade os cofres do COB e das Confederações, não tem meios de subsistência, não está nos horizontes do Ministro.

Pelo visto, até o final das Olimpíadas, em 2.016, não haverá espaço na agenda do governo para o esporte para todos ser tratado com a relevância que merece.

O sistema desportivo nacional é repleto de entidades, comissões,

cartolagem e dinheiro, Mas não se define quem faz o que. Todos eles batem cabeças.

A única coisa que fica cada vez mais clara é que ninguém cuida do esporte educacional.

Outro ponto que merece destaque na fala do Ministro foi a afirmação de que ” a ONU persegue o Brasil”. Isso mais parece discurso lunático da geração do próprio Ministro que, na década de sessenta, enquanto bravamente resistia à ditadura, também achava que os Estados Unidos eram os responsáveis exclusivos pelos males do universo.

Seria mais produtivo se o Ministro invocasse a sua alma revolucionária para honrar a geração da década de sessenta e botasse para quebrar contra a cartolagem e as mazelas que tanto mal fazem ao nosso esporte.

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3 Responses to “O Ministro Aldo Rebelo No Jornal Folha de São Paulo.”


  1. Alberto, outro ponto que me deixou indignado foi o Sr Ministro querer associar e quantificar a paixão de cada torcedor com o seu poder de compra é a coisa mais exdrúxula que já ouvi ou li. É mesmo coisa que acontecia no século passado quando não deixavam negros serem jogadores de futebol.

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  2. Adilson Says:

    O máximo, em medidas de impacto na área do esporte, que se pode esperar desse ministro medíocre são as seguintes:
    Handebol deverá ter grafia passando ser escrito sem a letra H, Andebol
    Cross country será corrida através do campo
    De memória tenho a sua incrível acrobacia retórica nos anos 80, no auge das Diretas Já, em que justificava as eleições indiretas para a UNE.
    Não adianta, desse mato não sai cachorro

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  3. É a pura verdade. Incrível como no esporte sempre o que menos importa é o protagonista de tudo, O ATLETA. Para os cartolas e políticos os atletas são apenas um detalhe no contexto.
    Acorda Brasil.

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