Previsões Realistas de Marcus Vinícius Freire Retratam a Incompetência do Comitê Olímpico Brasileiro, Incapaz de Mostrar Avanços Significativos.

Há hoje no Globo uma entrevista com o superintendente de esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”), Marcus Vinícius Freire. As previsões que ele faz para a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres são realistas. Estima o cartola que o Brasil ganhará entre 12 e 15 medalhas. E se tudo der certo, poderá garimpar seis ouros. Ressalta, ainda, que o Brasil depende, essencialmente, dos seguintes esportes: vela, judo, vôlei, atletismo e natação. Claro que também se pode incluir o futebol nessa lista.

O COB não gosta de fazer previsões de resultados. Não quer
comprometer-se com metas. Não gosta de ser cobrado. Essas estimativas de medalhas estão ocorrendo exclusivamente porque o governo federal, o financiador do esporte olímpico brasileiro, tem exigido do COB o cumprimento de objetivos.

O grande problema dessas previsões de resultados feitas pelo COB não são os números de medalhas. O que aflige é notar que não obstante o brutal aumento de verbas públicas destinadas ao esporte de alto rendimento no Brasil, o próprio COB reconhece que será incapaz de apresentar avanços. Notem que, em linhas gerais, os esportes que o COB cita como sendo os principais, são aqueles que há longos anos já dão
medalhas ao nosso País. Cabe, então, a pergunta: Por que com tanto dinheiro público, que vem aumentando a cada ciclo olímpico, a administração do COB tem sido incapaz de acelerar o desenvolvimento de outras modalidades?

O grande desafio do COB é fazer com que modalidades igualmente importantes, também tenham resultados expressivos. Ocorre que o COB segue tratando-os como modalidades menores e não dão a elas a importância que merecem. Para citar alguns exemplos, o COB põe em patamar inferior a esgrima, levantamento de peso, lutas olímpicas, tênis de mesa, tênis, badminton, ciclismo.

Outro ponto importante da entrevista de Marcus Vinícius Freire é a garantia da manutenção da política de distribuição do dinheiro da Lei Piva entre as Confederações. Freire diz que o COB continuará dando atenção maior às “vacas leiteiras”, como ele próprio denomina os esportes que são vitoriosos, mencionando o vôlei de praia.

Aí reside outro grande equívoco do COB, que faz com que modalidades que já são ricas fiquem ainda mais ricas e as sem dinheiro permaneçam à míngua. Se o vôlei de praia já possui um bom patrocínio do Banco do Brasil, seria justo e correto que maior quinhão do dinheiro público da Lei Piva, administrado pelo COB, seja destinado aos esportes sem patrocínio próprio.

Ou seja, ainda que com muito mais dinheiro, o COB segue incompetente ao não conseguir mostrar nada de novo.

E enquanto isso, enquanto há atletas sem nada, mais da metade do dinheiro público do COB é gasto com a sua própria burocracia interna.

Para o COB, o esporte vem em segundo plano. Essa gente está mais preocupada em realizar grandes eventos, do que dar um rumo ao esporte do Brasil.

Categorias olimpismo

3 comentários em “Previsões Realistas de Marcus Vinícius Freire Retratam a Incompetência do Comitê Olímpico Brasileiro, Incapaz de Mostrar Avanços Significativos.

  1. — Teremos que investir para ampliar o número de esportes que disputamos com chances. Hoje, geralmente, as conquistas brasileiras ocorrem em oito modalidades: vôlei de quadra, vôlei de praia, natação, atletismo, judô, vela e hipismo. Estamos analisando o potencial de 14 outras modalidades esportivas para decidir em quais vamos apostar mais — explicou Marcus Vinicius Freire.

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  2. Vcs estão demorando mto para analisar as outras modalidades, ninguém faz atletas olímpicos em tão pouco tempo, mto menos com a base que nós temos. O Brasil vai fazer a festa para os outros. Quando chegar perto vão gastar mais e vão querer enganar o povo dizendo que estão investindo no esporte. Nós perdemos a oportunidade de deixarmos um legado esportivo e educacional para o nosso povo, esperemos pela próxima olímpiada aqui no Brasil, pena que nós, provávelmente não veremos. Fernando Madruga

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  3. \João Batista Marques abril 27, 2012 — 7:12 pm

    Pois é Alberto, esses erros administrativops que me tiram o sono. Como pode tantas verbas irem para o ralo? E o esporte brasileiro apanhando sempre.

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