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A Vela do Brasil Vai Classificando Barcos Para Londres 2.012.

dezembro 17, 2011

A Vela do Brasil tem classificado barcos para os Jogos Olímpicos de Londres. Os resultados eram esperados. Desde a década de 60 o Brasil tem representações de muita qualidade no circuito internacional da Vela. Ao longo de muitos anos, dentre os maiores atletas da modalidade, estão vários nomes brasileiros. E é muito provável que ano que vem, na capital inglêsa, esse esporte, mais uma vez, dê alegrias ao País e alívio à cartolagem do Comitê Olímpico Brasileiro. Alívio porque, se tudo der errado, sempre haverá a Vela para subir ao pódio de modo que os dirigentes possam contabilizar essas medalhas como sendo fruto de sua magistral e eficiente administração.

Notem, entretanto, que a Confederação Brasileira de Vela e Motor vem vivendo um de seus momentos mais graves. Afundada em uma dívida que, comenta-se beira R$ 1 bilhão, a entidade está, há muitos anos, sob intervenção do Comitê Olímpico Brasileiro. Este, por sua vez, em vez de intencionar o saneamento daquela Confederação, por meio de um plano de metas de curto prazo, vai “empurrando a questão com a barriga” e, convenientemente, mantendo as coisas como estão.

E por que o Comitê Olímpico Brasileiro age assim? Porque a Vela tem vida própria, há atletas esclarecidos que poderiam significar uma ameaça àqueles que preferem ter aos seus pés um rebanho de cordeirinhos. A bem da verdade, o Comitê Olímpico Brasileiro tem paúra de que a família Grael assuma os rumos da Confederação. Os Grael, na cabeça podre da cartolagem, poderia significar uma ameaça ao grupo que controla o Olimpismo do Brasil de maneira autoritária. Por isso a estratégia que o Comitê Olímpico Brasileiro tem para a Confederação Brasileira de Vela e Motor é manter no seu comando o interventor borra botas. Intervenção, ainda mais por período indeterminado, é uma violência jurídica típica das mais ferozes ditaduras.

Os resultados da Vela são bons há 50 anos. O que mudou na modalidade antes e depois da Lei Piva em termos de resultados internacionais é pífio perto da vultosa ingestão de dinheiro público que passou a ser destinada ao Olimpismo brasileiro.

E a dívida de R$ 1 bilhão? O número é esse mesmo? Por que o Comitê Olímpico Brasileiro esconde a sete chaves o rombo da Vela? É certo esconder esses fatos da população, na medida em que o dinheiro em questão é público?

Por que o Estado, credor maior da Vela, não penhora o dinheiro da Lei Piva? Esse é um ponto que dá calafrios em Nuzman.

Apesar da péssima administração que o Comitê Olímpico Brasileiro vem emprestando à Vela do Brasil, os heróicos técnicos e atletas vêm conseguindo mantê-la em sua posição habitual de destaque.

Se o dinheiro público que o Comitê Olímpico Brasileiro recebe fosse melhor gerido, a Vela estaria muito, mas muito melhor mesmo.

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